Uma Igreja Com Liderança, Governo e Membros Que Refletem as Escrituras

refletindo

Essa é a minha primeira postagem no marcador “livros”. Espero estar sempre apresentando algum trabalho valioso a vocês. Começo com um livro pequeno, mas que tem um conteúdo monumental. Trata-se da obra do Dr. Mark Dever, pastor da Igreja Batista de Capitoll Hill, localizada no coração de Washington.

Mark Dever tem escrito muito sobre a saúde da igreja, aquela que apresenta uma vida saudável. Ele faz questão de afirmar que seus livros (no Brasil, estão publicados pela Editora Fiel: Deliberadamente Igreja – Edificando o Seu Ministério Sobre o Evangelho; Nove Marcas de Uma Igreja Saudável e Refletindo a Glória de Deus – Elementos Básicos da Estrutura da Igreja: Diáconos, Presbíteros, Congregacionalismo & Membresia) não são manuais ou regras mecânicas que devem ser seguidas. Ele diz isso, descomparando suas obras com a imensa onda de livros-manuais de igreja que foram lançados nos últimos anos.

Dever é Inteligente e escreve fácil. Sua leitura é cheia de exegese sadia e empolgante. Reconhecido como um das mais destacadas personalidades evangélicas dos Estados Unidos na atualidade, Dever dirige o Ministério Nove Marcas, cuja missão é treinar presbíteros/pastores e revitalizar a saúde de muitas igrejas cambaleantes.

O livro que inicio meu comentário é o menor que o autor escreveu (dos três citados acima, visto que existem outras obras do autor), mas segue a mesma linha inteligente e bíblicas dos outros dois. Início com a obra Refletindo a Glória de Deus – Elementos Básicos da Estrutura da Igreja: Diáconos, Presbíteros, Congregacionalismo & Membresia.

Este livro foi publicado no Brasil pela Editora Fiel (Editora Fiel da Missão Evangélica Literária), no ano de 2008 e está em sua primeira edição. Originalmente, a obra foi publicado nos Estados Unidos por Center Of Church Reform, em 2001, com o título A Display for God´s Glory – Basics of Church Structure: Deacons, Elders, Congregationalism & Membership.

Assim como todas as suas obras anteriores, esta também é altamente recomendada, e com muito entusiasmo por renomados líderes das igreja americana, e não somente líderes batistas. Um time de professores excepcional enaltece a obra de Dever, dentre eles Brad Waggoner (Deão da Escola de Educação Cristã e Liderança do Southern Baptist Theological Seminary), além de nomes como os de Mike Bullmore, Thimoty George, John Hammett e Don Whitney.

O livro apresenta uma introdução, escrita pelo próprio Mark Dever, e quatro pequenos capítulos que tratam da liderança da igreja, do governo e da membresia. Os capítulos estão disposto como segue: Primeiro: Diáconos. Segundo: Presbíteros. Terceiro: Congregacionalismo. Quarto: Membresia. O livro encerra com a Conclusão do autor.

No primeiro capítulo, quando o assunto são os diáconos, Mark Dever inicia definindo o termo segundo o uso empregado pelos gregos. Seria o equivalente a um “serviçal”, diz ele. Dever passa a argumentar exegeticamente que todos, até mesmo Cristo, em certo sentido eram diáconos, ou seja, serviam uns aos outros. Uma miríade de textos nos são apresentados para provarem o seu argumento. No universo do Novo Testamento a palavra ganha uma conotação que vai além do uso comum empregado pelos gregos, e o termo passa a denotar aqueles que seriam responsáveis pelos cuidados físicos dos membros da igreja.

Depois Dever apresenta o que eram algumas funções desempenhadas pelos diáconos, seguida de uma análise histórica da visão da diaconia, segundo o entendimento de várias igrejas cristãs. O autor também analisa o texto de Atos 6, e a partir dele, desenvolve uma visão do ministério diaconal. O texto segue apresentando as qualificações dos diáconos, baseado em 1 Timóteo 3.8-13. Como existe um dilema teológico sobre a questão de se ordenar mulheres ou não para serem diaconisas, Dever termina o este capítulo com uma reflexão sobre o este assunto.

O segundo capítulo trata dos presbíteros. Dever faz questão de começar este assunto refletindo sobre esta classe de líderes como sendo uma pluralidade em uma igreja local, e não um ofício solitário. Outra vez ele usa da boa exegese para provar esse ponto. Defendendo tal pluralidade em uma igreja local, baseado no texto de Tiago 5.14, ele diz: “Tiago recomendou que os presbíteros (plural) da igreja local (singular) viessem e orassem com a pessoa doente”.

O ministério de mulheres como presbíteros é explicitamente repudiado como não bíblico. Dever não esconde a questão, antes a aborda biblicamente, revelando uma completa ausência de evidencias, tanto bíblica como histórica, para apoiar o ofício feminino de presbíteros. Ele segue apresentando o texto de 1 Timóteo 3.1-7 para mostrar o objetivo da liderança dos presbíteros na igreja, e apresentar o tipo de vida piedosa que eles devem seguir.  Em seguida um rápido estudo do termo é feito e alguns mitos são desmitificados, como por exemplo, que igrejas batistas nunca tiveram prebíteros.

O autor continua apresentando questões de relacionamento entre a liderança presbiterial da igreja local com o seu corpo administrativo, com os diáconos, e com o pastor/presbíteros, ou seja, aquele que presbítero que é responsável por pregar a Palavra na igreja local. Um relacionamento entre os presbíteros e a igreja também é demonstrado, através de cinco marcas: 1. Claro reconhecimento por parte da igreja dos homens que são seus presbíteros; 2. Profunda confiança nesta liderança; 3. Que sejam homens claramente piedosos; 4. Que cuidem sinceramente do rebanho; 5. Que esta liderança traz resultados benéficos.

Pr. Marcus Paixão

P.s. Aguardem. Na próxima postagem concluo a apresentação deste livro

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  1. Irmã Aracy

    Pastor Marcos, acho que mulher não deve ser pastora porque a biblia só fala do homem como pastor e lider.Mando um abraço para os irmão daí, agora vou ver o site de sua igreja e ver as fotos que estou sabendo que tem.

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