Depois do Dilúvio: A História Antiga da Europa Retrocedendo Até o Dilúvio Bíblico

 

Depois do Dilúvio é uma obra fantástica, que conduz o leitor ao longo dos mais antigos documentos dos primeiros povos europeus e suas geneologias, que retrocedem até os personagens bíblicos. Taxado de fantasioso e desconsiderado pela imensa erudição crítica liberal da atualidade, os documentos apresentados por Bill Cooper, autor da obra comentada, são fascinantes e se mostram tão relevantes e indispensáveis para uma ré análise da história dos povos da Europa.

Cooper escreveu esse livro para tirar suas próprias conclusões sobre a veracidade do texto bíblico, já que a crítica liberal taxava os documentos sagrados como “fictícios, lendários, coletânea de mitos e fábulas, etc”. Na realidade, o livro é produto de uma pesquisa profunda que absorveu mais de 25 anos de sua vida. O trabalho trouxe luz e mais confirmação a Bíblia.

Depois do Dilúvio: A História da Antiga Europa Retrocedendo Até o Dilúvio Bíblico foi escrito por Bill Cooper H. A. Hons. Ele é membro do Conselho e curador do Creation Science Movement. Recebeu prêmios o Honours Degree da Kingston University por seus estudos interdisciplnares  em História das Idéias (Religião, Filosofia e Teoria Política) e Literatura Inglesa. É conferenciata internacional sobre o tema ‘Tabela das Nações’, tendo ministrado aulas na Alemanha, Bélgica e Inglaterra, inclusive no Leeds University. O livro foi publicado no Brasil pela Sociedade Criacionista Brasileira (Brasília) em 2008 e traduzido por Rui Carlos de Camargo Vieira. Prefacia a obra o próprio Bill Cooper, estando dividida a obra em 13 capítulos e 14 apêndices cheios de informações históricas riquíssimas.

O autor inicia a obra apresentando uma visão do mundo antigo sobre Deus. Apesar de que todo o mundo esteja cercado por uma idéia pagã, onde um misto de divindades atua no universso, a idéia de um Deus supremo, criador e governante absoluto, acima de tudo e todos, parece sempre ter permeado a mente dos povos antigos. Cooper cita muitos escritos para confirmar esse ponto.

Cooper continua, apresentando Jafé, um dos patriarcas e um dos filhos de Noé, como sendo o pai de todos os povos Indo-Europeus. Esta história esquecida dos povos europeus deixou o autor intrigado, pois são numerosos os documentos que apresentam essa história antiga. Ela é completamente descartada pelos historiadores modernos e a história da Grã-Bratanha, por exemplo, não existe em nenhum livro moderno, antes do ano 55 a. C. Se existe uma abundancia de material, e todos com acesso extremamente fácil, por que existe essa recusa por parte dos historiadores? Cooper acredita que este fato tem conotações ideológicas e anti-religiosas.

A história dos britânicos (Historia Britonnum) é contada por Nennius, que reuniu todos os registros conhecidos sobre a história dos Bretões e compilou-os na forma de um livro. Nennius terminou seu trabalho no fim do oitavo século da era cristã. Cooper nos apresenta muitas tabelas genealógicas que fazem as ligações históricas, inclusive, com outros povos europeus. As genealogias são muitas vezes cruzadas e apresentam uma precisão impressionante, embora, poucas vezes aconteça de faltar um ou outro nome em determinada genealogia. Para Cooper, isso só assevera a fidelidade dos documentos, apresentando que os tais não vieram de uma fonte copiada, mais de várias fontes, descartando, assim, a idéia de uma ‘fraude piedosa’

As Crônicas dos antigos Bretões nos são apresentadas e uma história fascinante vem a tona, com seus primeiros reis e as grandes batalhas entre povos romanos, inclusive batalhas conhecidas na história, como a invasão dos romanos a Grã-Bratanha sob o comando do Imperador Romano Júlio César. As várias genealogias dos bretões e as sucessivas subidas ao trono bretão nos são descortinados ao longo do livro. A própria origem dos bretões, que remonta a um certo Bruttus (daí chamar-se o seu povo de Bretões).

Cooper lista os primeiros reis Bretões, depois os primeiros reis Anglo-Saxões, com suas árvores genealógicas convergendo até o patriarca Noé. A linhagem dos reis Dinamarqueses e Noruegueses e o cruzamento das genealogias de todos estes povos com um impressionante paralelismo de nomes iguais, apresentando assim, uma origem comum de todos estes povos, embora, fossem inimigos uns dos outros. A árvore genealógica dos reis Celtas Irlandeses igualmente remonta a Jafé, filho de Noé.

Cooper também apresenta uma cronologia da idade da terra baseada nas genealogias apresentadas acima, bem como descarta as pseudo-evidencias geológicas dos modernistas, taxando todo pensamento geológico a cerca de uma terra antiga como sendo algo novo ao longo de toda a história humana. 

Cooper esclarece: “Entre os anglo-saxões e os antigos Bretões prevalecia um interesse  particular para o estabelecimento de uma cronologia fidedigna para as suas histórias, e embora hoje possam existir para se questionarem algumas datas obtidas pelo seu sistema de registros, temos entretanto evidencias inequívocas que demonstram que eles criam em uma terra jovem (uma criação recente), e no dilúvio”. Cooper cita vários registros antigos das cronologias dos povos que referem-se ao dilúvio e à idade do início da terra.. 

O calendário maia é citado apresentando incrível exatidão com a idade apresentado para o dilúvio bíblico, quando comparada a outros povos. Para eles o dia 1º teve início com o dilúvio (início de uma nova era).

A questão dos dinossauros também é discutida por Cooper, que apresenta inúmeras citações antigas de pessoas, no passado antigo e também em dias mais próximos dos nossos, que tiveram encontros com tais monstros. Nas narrativas antigas, percebe-se que tais criaturas eram temidas, mas não eram uma novidade para a população, assim como percebemos que eles também não eram abundantes. Os povos europeus antigos pareciam conhecer vário espécimes de dinossauros (aquáticos, anfíbios, terrestres, além de pássaros).  Os registros Anglo-Saxões apresentam vários relatos de dinossauros em suas crônicas.

Cooper também procura rever histórias que os eruditos liberais passaram como sendo mitos e fábulas. Um caso é a história de Beowulf. Sua genealogia pode traçada com tanta clareza e cruza-se com a de outros povos. Sem dúvidas, Beowulf foi um personagem histórico indiscutivelmente. Relatos de dinossauros estão presente em uma história sua que foi imortalizada.

Depois, o que se segue é uma lista de apêndices, traçando as genealogias de dos povos que descenderam dos três filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé. As inúmeras nações que descenderam deles e a incontestável riqueza de descrições que as nações que deles se originaram fazem. Cooper apresenta no Apêndice 4 uma lista com os manuscritos antigos e onde tais documentos se encontram hoje. O texto latino de Nennius e a tradução do mesmo, bem como textos que apresentam as antigas leis sociais dos povos da Grã- Bretanha pagã. Impressionante é o apêndice 12, onde uma história do povo Miautso, uma tribo chinesa que alegava sua descendencia de Jafé, filho de Noé. Suas crônicas apresentam recordações do dilúvio e da criação.

Por fim, todos esses povos apresentados, nem se quer tinham conhecimento das escrituras bíblicas e os relatos foram escritos em tempos pré-cristãos, afastando a idéia de fraude cristã. Os povos aciama descritos eram pagãos, mas suas genealogias eram preservadas com muita precisão e cuidado. Os miautso tem sua genealogia preservada desde de tempos imemoráveis. 

Sem dúvida, a leitura deste livro é algo enriquecedor e que solidifica ainda mais as firmeza do texto da Bíblia. A leitura é condensada e requer muita atenção, pois apresenta muitos nomes e genealogias, importantíssimas para a pesquisa, mas que podem confundir o leitor. Uma única leitura pode ser insuficiente para a compreensão desta monumental obra. Bill Cooper apresenta sua bibliorafia de pesquisa e incentiva a qualquer interessado em aprofundar-se, buscando nas fontes citadas mais informações.

Pr. Marcus Paixão

 

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    • marcuspaixao

      Postei apenas uma breve resenha da obra. Talvez se vc mesmo der uma olhadinha no livro, pode encontra o que busca. Tem muita informação interessante.
      Abraço.

  1. WAGNAO do ABC

    Sera´que hoje em dia em 2013,ainda acho facil o livro ??? Onde procurar ???
    Moro em Sao Bernardo do Campo /SP ,…….pelas caracteristicas descritas excelente livro ……..

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