O Quinto Milagre: Em Busca da Origem da Vida

O Quinto Milagre foi escrito pelo físico, Dr. Paul Davies. Recebeu seu doutorado pela Universidade de Londres e tem trabalhado em outros importantes centros acadêmicos, como a Universidade de Cambridge, Newcastle Upon Tyne e Adelide, na Austrália. Já escreveu mais de 20 livros e outros tantos artigos acadêmicos para sociedades científicas diversas. É palestrante internacionalmente reconhecido.

 Quinto Milagre: Em Busca da Origem da Vida foi publicado no Brasil em 2000, pela editora Companhia das Letras (SP), com tradução de Rosaura Eichenberg. Foi publicado originalmente em 1998 pela Orion Productions, com o título em inglês The Fifth Miracle: The Search For The Origin Of Life. O livro é apresentado com um prefácio escrito pelo próprio autor e mais 10 capítulos, além de uma bibliografia que apresenta sua fonte de pesquisa.

 O Quinto Milagre é um livro interessante. Com a sua visão evolucionista da vida, Paul Davies apresenta muitas teorias sobre a origem da vida. Uma apresentação histórica das principais teorias e seus desenvolvimentos ao longo da história científica. Apresenta as dificuldades do tema, e deixa meio que ‘desacreditada’ as hipóteses mais bem aceitas nos últimos anos que tentam explicar a origem da vida. Ele apresenta sua própria visão sobre o assunto e defende sua própria hipótese sobre o tema.

 Evolucionista nato, Davies, embora encontre dificuldades intransponíveis (até o presente momento, em sua visão, alguns pontos estão longes de serem desvendados) agarra-se com unhas e dentes ao Darwinismo, como o único caminho viável para o desenvolvimento da vida. Para ele, a origem da vida é um grande mistério, embora o darwinismo seja o motor que desenvolveu a vida:

“A evidencia atesta veementemente que toda a vida sobre a terra descende de um ancestral comum, por meio desse processo de ramificação. Isto é, toda pessoa, todo animal e planta, toda bactéria invisível, remonta ao mesmo micróbio minúsculo que viveu há bilhões de anos, desse ponto ata a primeira coisa viva. O que ainda falta explicar – o que sobressai como o enigma central não resolvido na explicação científica da vida – é o modo como o primeiro micróbio passou a existir” (p. 30. Grifo meu).

 Segundo ele: “muitos investigadores se sentem constrangidos em afirmar em público que a origem da vida é um mistério, ainda que a portas fechadas admitam abertamente que não tem respostas. Parece haver duas razões para o seu constrangimento. Em primeiro lugar sentem que a afirmação abre a porta para os fundamentalistas religiosos e suas pseudo-explicações – ‘deus das lacunas’…” (p. 19. ).

 O autor reconhece que a origem da vida é um fato inexplicável cientificamente, no entanto, comete um erro científico ao retratar a evolução das espécies através de um ancestral comum de todos os seres vivos como um fato consumado (uma prepotencia de quase todos os evolucionistas). A evolução darwiniana, assim como a origem da vida, não são fatos científicos comprovados, apenas bem fortalecidos pela mídia ao redor do globo.

 A vida acertadamente é apresentada como algo altamente complexo. Assim, ele observa os seguintes pontos: 1. Autonomia; 2. Reprodução; 3. Metabolismo; 4. Nutrição; 5. Complexidade; 6. Organização; 7. Crescimento e desenvolvimento; 8. Conteúdo de informação; 9. Emaranhamento Hardware/Software; 10. Permanência e mudança. Davies apresenta algumas noções antigas sobre o tema no capítulo primeiro, como a famosa hipótese da força vital e outras, segundo ele, já desacreditadas.

 Abordagens evolucionistas sobre a “história da antiga molécula”, (termo claramente utilizado por evolucionistas), onde somos ensinados a entender uma hipótese não verificável e nem aceita pela comunidade científica em geral pela ausência de provas concretas.

 Davies percorre sobre várias hipóteses da origem da vida, desvendando seus processos, e, ao mesmo tempo, rejeitando quase tudo. A idéia de uma “sopa primordial”, a hipótese mais conceituada até a pouco tempo pela massa evolucionistas em geral (esse é o ensino sobre a origem da vida que consta na maioria dos livros secundários nas escolas do Brasil), é completamente desacreditada por ele, como ultrapassada e sem cabimento científico. Segundo o autor: A teoria apresenta muitas impossibilidades. 

 Davies trata de inúmeras questões, como a complexidade organizada que a vida apresenta, dando explicações não convincentes. Sua hipótese principal gira em torno da vida ter vindo do espaço, em um cruzamento entre a terra e o planeta marte. Acredita que Marte tem vida (vida bacteriana no subsolo) e que, após grande bombardeamento de meteoros e asteróides sob o planeta, a vida veio a terra através de rochas marcianas que foram lançadas ao espaço, achando a terra como destino. Essa vida possivelmente proliferou na terra em ambientes rochosos abaixo do oceano. Esse processo todo, segundo ele acredita, ocorreu a bilhões de anos no passado! Embora descarte as demais hipóteses (não desqualificando-as totalmente),  Davies também apresenta inúmeras dificuldades para a teoria da vida marciana ter chegado a terra. Ainda assim, esta é a mais hipótese defendida por ele.

Ele conclui: “é difícil evitar a conclusão de que, se houve vida em Marte entre 3,5 e 4 bilhões de anos atrás, marcianos vivos inevitavelmente passaram a residir na terra” (p. 286).

 O livro de Davies é bem escrito e sua leitura não é cansativa, pois ele apresenta uma linguagem fácil, embora alguns termos científicos não possam ser excluídos (DNA, RNAm, RNAt, gravitação, panspermia, entropia, etc). Davies também faz as ligações das grandes descobertas, bem como dos programas espaciais que trabalham na tentativa de explorar Marte. Apresenta uma análise dos meteoritos encontrados, vindos supostamente de Marte e apresenta em uma linguagem estupenda prováveis cataclismas que poderiam acontecer ou que já aconteceram na terra e em outros planetas. Seu intelecto é indescutível e sua mente brilhante, embora, seu brilhantismo esteja completamente fechado para o darwinismo, negando assim qualquer outra possibilidade. Sua leitura proporciona um mergulho nas muitas hipóteses a cerca da origem da vida, e vale a pena para o estudante da área, bem como para teólogos que pretendem aprofundar-se nas visões mais difundidas no universo darwiniano e serve ainda como uma boa oportunidade para refutação do darwinismo, trazendo esclarecimentos aos cristão sobre esse tema.

Pr Marcus Paixão

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  1. herivelto canales

    Pelo menos este escritor fala soibre teorias que passaram por estudos que são amadurecidos com o tempo.

    Diferente dos criacionistas que, ao colocarem uma bíblia embaixo do braço, sentem-se no direito de desclassificar tudo que contradiz a estúpida e retrógrada bíblia.

    Além do quê: como podemos duvidar dos estudos realizados e pautarmos-nos pela religião?

    Afinal a religião e os religiosos é que são os donos da verdade absoluta.

    A partir do momento que aceitamos a existência de um deus, tudo é possível (pelo menos no imaginário).

    • marcuspaixao

      Caro Herivelto,
      Obrigado por comentar. Sua opnião é importante. Obviamente não escrevi para denegrir o autor Paul Davies e nenhum outro que comungue de suas idéias, o que pode ser visto no meu artigo. Pelo contrário, gostei muito do livro, das colocações e do brilhante pensamento dele. Todavia tenho o direito de discordar e de pensar diferente. Concordo que os estudos científicos são amadurecidos com o tempo, e acho isso bastante honesto. Os criacinistas são pessoas que acreditam que a vida e tudo o mais foi criado, não sendo o universo fruto do acaso. Existem milhares de cientistas, doutores, que pensam assim, cujo estudos científicos apontam para a impossibilidade do acaso, e para a grande probabilidade de projeto e inteligencia no cosmos. Portanto, não trata-se apenas de uma “estúpida e retrógrada bíblia”, como você escreveu. Existem evidencias que favorecem muito mais as afirmações bíblicas do que as hipóteses científicas para a origem da vida.
      Sugiro que você se aprofunde mais sobre o criacionismo, observando sinceramente seus argumentos. Pode ser que depois que investigar melhor, você mude suas concepções.
      Abraço.

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