Natal sem Jesus Cristo

Sempre é a mesma coisa! Quando o ano está findando, completando seus últimos dias, um alvoroço em torno do homem é visto. Tudo gira ao redor do homem e para o homem.  Até a religião, que deve nos levar a contemplar a Deus, é antropocêntrica (mais do que nunca!) e cheia de humanismo.
 Observe o Natal, a festa onde boa parte dos cristãos de hoje reconhece. Para tantos, o Natal é a celebração do nascimento de Cristo. Para aqueles cristãos que o celebram, esta deveria ser a grande festa dos cristãos. Seria a ocasião onde todas as atenções estariam voltadas para Jesus Cristo; seria, mais do que todos os demais dias, o dia em que suas mentes deveriam está meditando no grande amor de Cristo pelos pecadores, “pois ele a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, sendo obediente até a morte, e morte na cruz”. Ou seja, ele se humilhou pelo homem pecador. Seria o dia da gratidão, da alegria sem par, do louvor e da devoção.
 Bem, nem mesmo aqueles que celebram o Natal olham para ele dessa forma. Embora não seja meu objetivo generalizar, devemos reconhecer que a grande massa de cristãos que celebra o Natal, o celebra de modo egoísta, pensando unicamente em si mesmos, em seus prazeres e deleites, e não na grandeza da vinda do Filho do Homem ao nosso mundo caído. Alguns vão tentar defender suas práticas natalinas “cheias de alegria” no Natal, como impulsos de amor. Mas, amor a quem? A Cristo? De jeito nenhum! Amor a si mesmo. Cristo, na maioria das vezes, e quando ainda é lembrado nesse dia, é apenas um nome citado, um símbolo pequeno, de menor valor do que as bolinhas coloridas que estão penduradas em uma árvore de plástico. Jesus é apenas uma desculpa para uma festa que é comemorada para si mesmo e para os outros, mas nunca para Ele.
 Afinal de contas, o que é o Natal? Honestamente respondo: O comércio aquecido com vendas; a propaganda da mídia; o feriado; A bela iluminação nas ruas e praças da cidade; a árvore colocada em um lugar de destaque na casa, ou na entrada do lar; o Papai Noel; o reencontro de parentes e amigos; o peru assado, as guloseimas variadas, os presentes de todos os tipos, a música e a bebida. Retire tudo isso do Natal, deixando somente Cristo, e veja o que acontece.
 Você já imaginou um Natal sem nenhuma dessas coisas? Não seria o “Natal”, não é mesmo? É por isso que o natal é uma festa antropocentrica, voltada inteiramente para o homem se esbanjar e folgar. Ele não é para Cristo, é para o homem. É por isso que todos os apetrechos natalinos são tão importantes; eles são indispensáveis para alegrar e dar “aquele clima” na festa. Sem eles o Natal não teria graça. O homem não se alegraria, não seria a mesma coisa. No Natal, não importa se as coisas tem alguma ligação com Cristo; se tem algum significado real, bíblico (O pão e o vinho, na ceia do Senhor, representam simbolicamente o corpo e o sangue de Cristo. O pinheiro natalino, as bolinhas, o papai Noel, o Peru… o que essas coisas representam biblicamente?); o que importa é se todas essas coisas satisfazem o coração do homem pecador.

Pr. Marcus Paixão

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