Um bom motivo para orarmos

Todos os dias nós temos muitos bons motivos para orarmos. Se relacionarmos, certamente teremos uma lista bem extensa. Mas as vezes é necessário que o povo de Deus se reuna para orar por algo específico e que afeta muita gente. O que quero dizer é que as vezes oramos por coisas específicas à nossa vida: casamento, filhos, emprego, familiares mais distantes, vizinhos, etc. Devemos orar por isso, sem dúvida, mas este ciclo de oração abrange especificamente nossa vida. O que dizer de orarmos por acontecimentos que estão mais distantes de nós? Ora, na época dos atentados contra as torres gêmeas, nos EUA, a igreja se reuniu para interceder junto a Cristo em favor daquela nação; oramos também quando acontecem catástrofes da natureza, como o Tsunami da Ásia e o Furacão Catrina, o deslizamento de morros no Rio de Janeiro, os terremotos no Haiti e no Chile, e por tantas outras coisas que não nos afetam diretamente.

Há um bom motivo para que a igreja de Cristo comece a orar incessantemente neste momento: a guerra contra o tráfico, no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas tem sofrido medo, ferimentos e até morte, desde que a polícia brasileira resolveu invadir as favelas à caça de traficantes. O Rio tem vivido um clima de violencia e insegurança. Carros são incendiados e pessoas inocentes e bandidos já morreram.

Como devemos orar pelo Rio de Janeiro? Pela destruição completa da bandidagem? Seria uma oração como essa digna de um verdadeiro cristão? Ou uma oração como essa seria um pecado e algo anticristão? A oração imprecatória (aquela oração onde se pede a Deus que os inimigos sejam todos eliminados) não está tão em voga hoje, no meio evangélico, por puro desconhecimento da Palavra de Deus e por falta de entendimento da revelação bíblica e do ser de Deus (nosso povo precisa aprender teologia). No entanto, o salmista orou a Deus pedindo a destruição de seus inimigos: “Levanta-te, SENHOR! Salva-me, Deus meu, pois feres nos queixos a todos os meus inimigos e aos ímpios quebras os dentes” (Sl 3.7), e também “Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca” (Sl 58.6). Vemos também a angustia de Davi, no Salmo 35, quando ele clama para que Deus o livre das mãos doas seis inimigos e faça justiça contra eles: “como vis bufões em festins, rangiam contra mim os dentes. Até quando, Senhor, ficarás olhando?” (Sl 35.16,17). Até mesmo os santos que já estão junto ao trono de Deus clamam para que o Senhor exercite a sua justiça contra os ímpios: “Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (Ap 6.10).

 Pedir a punição divina aos pecadores é olhar para Deus como o reto Juiz que ele de fato é. É suplicar a sua misericórdia (para o povo que está sendo oprimido pelo tráfico) e a sua justiça. Não vamos orar para que Deus  os condene ao inferno, ou para que Deus os impeça de se arrepender de seus pecados; não trata-se disso, antes, para que Deus retribua segundo a sua justiça os crimes cometidos pelas milícias que aterrotizam o Rio (e o Brasil!). Também não vamos, nós mesmos, fazer justiça, pois somente Deus é quem  pode exercê-la. “A vingança pertence ao Senhor”, não a nós! 

Precisamos orar pedindo a Deus que limpe o Rio de tantos bandidos e pedindo pela paz naquela cidade. O Deus Supremo certamente ouvirá a nossa suplica.

 

Pr. Marcus Paixão

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