O que podemos conhecer de Deus?

Todos os verdadeiros cristãos desejam conhecer a Deus, e o fazem estudando diligentemente a sua Palavra. Conhecer a Deus é fundamental para o nosso refrigério e amadurecimento na fé. Porém, é impossível conhecermos a Deus em sua plenitude. Só conhecemos “um pouquinho” a cerca de Deus.

  A Confissão Batista de 1644, abordando essa questão, foi enfática sobre o conhecimento de pode-se ter sobre Deus. O texto diz:

“cuja natureza não pode ser compreendida por ninguém senão por ele mesmo”. CFB 1689.

Vamos entender essa colocação. Deus é infinitamente elevado e está acima de qualquer raciocínio. Em certo sentido, Deus é incompreensível, pois que mente pode compreendê-lo em sua plenitude? Nem mesmo a soma de toda intelectualidade existente em todo o universo poderia ser capaz de compreendê-lo em sua totalidade. Um tilhão de Einsteins seriam tão irrizórios para desvendar a natureza divina, quanto um átomo em relação à imensidão do cosmos.  E mesmo se toda a intelectualidade filosófica dos gregos clássicos fosse  multiplicada por qualquer número, seria insignificante e jamais poderia alcançar o pleno conhecimento do Deus que sabe todas as coisas e é infinitamente sábio.

                A confissão batista usa o termo natureza para trazer à tona a idéia de essência. O que é a essência de Deus? O que constitui a sua essência? Além da idéia de que os atributos de Deus constituem sua natureza (essência), não há como avançar além desse ponto. Obviamente que essas perguntas não podem ser respondidas por nenhum homem, anjo, ou qualquer outra criatura. A essência humana, em contraste, é formada pela matéria (carne, ossos, sangue, e tudo mais que forma nossa constituição física), e pelo espírito, que é imaterial. Quanto a Deus, dependemos unicamente da afirmação de Jesus: “Deus é Espírito” (Jo 4.24). Mas não um espírito de natureza igual à do espírito humano. Só há um que pode compreender plenamente a Deus: Ele mesmo. Como disse Spurgeon:

“mesmo os espíritos perfeitos, que tem permanecido ante o seu trono adorando-O perpetuamente, não o conhecem plenamente. É tão glorioso, que só o Deus infinito possui o perfeito conhecimento dEle.”

Charles Spurgeon

                Quando declaramos que Deus não pode ser conhecido, referimo-nos ao conhecimento pleno. Significa que o finito (homem) não pode jamais conhecer o infinito e eterno (Deus). O infinito não cabe dentro da mente finita. Neste sentido Deus é incompreensível. O que concebemos são idéias do que seja o infinito. Em sua totalidade e complexidade, Deus conhece a si próprio inteiramente e ninguém mais além dele mesmo tem esse conhecimento e essa capacidade. Por outro lado, o conhecimento que temos da natureza de Deus limita-se àquilo que ele revelou em sua Palavra. A declaração da Primeira Confissão Londrina não exclui por completo o conhecimento humano acerca de Deus, apenas limita-o, ensinando que a completa compreensão de Deus é impossível para qualquer criatura. Em outras palavras, a declaração afirma que ninguém pode conhecer a Deus por completo.

Pr. Marcus Paixão

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