Confessando

Aprendemos muito com Tiago, o irmão do Senhor. Em sua carta destinada às doze tribos (aos cristãos judeus) ele aborda temas centrais e vitais à vida cristã. Mas em especial, no capítulo 5, o último de sua epístola, ele fala sobre a união íntima, a grande solidariedade cristã, que deve ser parte integrante da vida do povo de Deus: a irmandade fraterna e cheia de amor. Observe o que ele diz em 5.16:

«Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis»

A confissão de pecados e a oração conjunta, acompanhados de toda uma íntima confiança uns nos outros são marcas dos cristãos e devem permear nossas vidas em nosso tempo, na prática, e não simplesmente em palavras. Nesse texto Tiago orienta duas coisas para que se chegue a um determinado fim. Ele orienta que os irmãos, de modo mútuo, com inteira confiança, confessem seus pecados uns aos outros. Em seguida ele orienta os mesmos irmãos a buscarem o perdão e a fortaleza divina através da oração. Tiago mesmo acrescenta o motivo de tudo isso: «para que sareis», ou seja, para que haja o perdão e a restauração de cada irmão em falta.

A igreja hoje pouco se utiliza dessa prática bíblica. Os irmãos hoje oram e confessam seus pecados a Deus, o que é bom e correto, mas quase nunca encontramos alguém que esteja dispostos a confiar no seu irmão, confessando-lhe seus pecados ou suas lutas para se livrar de algum pecado específico, que esteja atrapalhando o seu crescimento na graça. Deus nos deu meios para crescermos na sua graça e um deles, é a igreja. É preciso que haja confiança e empenho por parte de cada um de nós para estarmos dispostos não apenas a ouvir a confissão de nosso irmão, como também para confessarmos nossas faltas, e mutuamente orarmos ao Deus dos céus pelo seu perdão.

Observe que o fim disso é a completa restauração: «para que sareis!». É exatamente esse o ponto, a cura de nossos pecados e a retomada do nosso crescimento espiritual. A igreja é um corpo e deve viver como tal. Não somos membros isolados, somos membros unidos à mesma e única cabeça, Cristo.

Pr. Marcus Paixão

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