A malícia do mal jornalismo – mais um ataque à igreja

jornais

Mais um caso escandaloso envolvendo um pastor evangélico ganha repercussão nacional… e a imprensa volta a atacar! O pastor da Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), Marcos Pereira, famoso por expulsar demônios de presidiários metralhando-os com a Bíblia (isso mesmo, como se a Bíblia fosse uma metralhadora!) foi preso na semana passada acusado de estuprar duas mulheres. As investigações apontam vários crimes. A polícia diz ter indícios de mais de 20 estupros, associação escusa com traficantes, assassinato e lavagem de dinheiro. A sua igreja tem um apartamento avaliado em 8 milhões de reais onde, segundo a polícia, aconteciam os estupros e orgias sexuais.

Marcos Pereira ganhou notoriedade e transformou-se em pop star evangélico no meio Neopentecostal depois que sua atuação como exorcista, nada convencional, ganharam as mídias nacionais e internacionais. O foco principal do seu trabalho eram os presidiários e traficantes de drogas dos morros do Rio de Janeiro. Com passe livre nas favelas, Marcos Pereira ganhou a amizade de muitos políticos do primeiro escalão no cenário político brasileiro. Dentre eles, claro, os que compõem a bancada evangélica.

A atuação do pastor Marcos Pereira era muito mais cômica, como se pode ver nos vídeos que foram gravados dele em sessões ‘exóticas’ de exorcismo. O grande prejuízo que ele causava, até então, era o de apresentar um festival de bobagens e charlatanismo como se tudo fosse algo real e bíblico. Utilizava-se da Bíblia, dando-lhe sempre grande destaque. Porém, utilizava-a de forma totalmente equivocada. O grande mal que Marcos Pereira causava, sinceramente, era à imagem da igreja evangélica. Com o título de ‘pastor evangélico’ e carregando cinicamente o nome de uma conhecida denominação evangélica brasileira, a Assembleia de Deus (acrescentando “dos Últimos Dias”), ele se fazia passar por servo de Deus e perpetrava as ações mais bizarras já concebidas. Mesmo empunhando a Bíblia e esbravejando o nome de Cristo, Marcos Pereira jamais poderia ser classificado como um seguidor de Cristo, evangélico, protestante, ou qualquer outro termo associado a alguém que guarda o ensino da Bíblia. Suas práticas não são bíblicas.

O grande problema do pastor Marcos Pereira está na bomba que explodiu no último dia 7 de maio, quando ele foi preso pela polícia. Se todas as acusações que pesam contra ele forem verdadeiras, isso não deve causar surpresa em ninguém. Ele deve ser entregue a justiça e preso, o que será um alívio para a autêntica igreja evangélica brasileira. Claro que a imagem fabricada por ele permanecerá viva na memória de muita gente, que continuarão acreditando que o ‘modelo’ por ele estabelecido descreve o que seja a igreja evangélica. Um grande engano. Contudo, o pastor Marcos Pereira é apenas mais um dos muitos ‘obreiros da iniquidade’ que estão espalhados pelo Brasil (e pelo mundo!).

Como se já não bastasse, para a imprensa liberal e para setores contrários à igreja, esse foi um prato cheio. Depois que o advogado do pastor Marcos Pereira sugeriu que o pastor estivesse sofrendo perseguição, da mesma forma que o Dep. Pastor Marco Feliciano tem sofrido, veio a resposta, fulminante, no mesmo tom de comparação. O jornalista Luiz Caversan, do jornal Folha de São Paulo, por exemplo, aproveitou o acontecimento para associar o caso com a frequente discussão que tramita na Comissão dos Direitos Humanos e Minorias, onde o Dep. Pastor Marco Feliciano decidiu votar o Projeto de Decreto Legislativo 234/11, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), que torna sem efeito o trecho do Artigo 3º e todo o Artigo 4º da Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia. Em outras palavras, com a anulação desses pontos, fica permitido que qualquer gay que deseje, busque e receba atendimento psicológico. Hoje isso é crime. O profissional que tentar ajudar um gay que queira deixar de ser gay, é penalizado e tem seus direitos profissionais cassados.

Eis a associação indevida que o jornalista Luiz Caversan faz entre os dois assuntos: “o tal “pastor” preso no Rio é acusado de mais de 20 estupros, assediava costumeiramente as fiéis, promovia orgias num big apartamento de Copacabana e quem precisa de cura são os gays?. Note o termo “cura” usado pelo jornalista. No parágrafo seguinte ele acrescenta: ”Sim, porque é este tipo de “religioso”, cujo representante maior é o deputado Feliciano, que propaga a imensa, incomensurável besteira que é classificar como uma doença o que na verdade é uma orientação sexual pessoal e de foro íntimo”. Além de ser desleal em sua comparação, ele vai ainda mais longe, taxando o deputado Feliciano de representante de criminosos como o pastor Marcos Pereira.

O jornalista Reinaldo Azevedo, da revista Veja, se levantou indignado contra o falso jornalismo que tenta distorcer os fatos: “Como se nota, ao suprimir esses dois trechos da Resolução 1/99, o Projeto de Decreto Legislativo não passa a tratar a homossexualidade como uma doença. É mentira! Também não autoriza a “cura gay”. É outra mentira! São distorções absurdas!.

Os manobristas da mídia não perdem uma oportunidade de confundir o povo em prol dos seus interesses particulares. Primeiro porque não há a menor ligação de um fato com o outro, se não o fato dos dois homens que estão no centro da notícia serem pastores evangélicos. Segundo, é mentirosa a ideia de que está se propondo uma “cura gay”, como a mídia tem chamado propositadamente o projeto. Comportamento se muda, todo mundo sabe disso.

A tragédia do mal jornalismo é a manipulação da notícia e a distorção dos fatos. Quando a mentira aparece misturada com a verdade, ela continua sendo mentira, mas pode ficar bem parecida com a verdade. O que se vê, às claras, é que a mídia liberal está faminta. A todo custo estão lutando contra a família e contra todos os valores morais. Em suma, trata-se de mais um ataque desferido contra a igreja. Mesmo que para isso comparações indevidas e absurdas sejam necessárias; mesmo que notícias sejam distorcidas e outras não divulgadas. Mesmo que para isso um país inteiro seja enganado.

 Pr. Marcus Paixão

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http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizcaversan/2013/05/1277231-quem-precisa-de-cura.shtml

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/la-vem-mais-barulho-na-comissao-presidida-por-feliciano-agora-imprensa-inventa-que-projeto-autoriza-cura-gay-e-trata-homossexualidade-como-doenca-e-mais-uma-mentira-influente-ou/

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/05/1275455-pastor-e-vitima-de-perseguicao-religiosa-como-feliciano-diz-advogado.shtml

http://www.youtube.com/watch?v=kWKLpP2eino

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  1. marielfernandes

    O objetivo do Conselho em proibir os psicólogos atendam “gays que desejem deixar de ser gays” segue o entendimento científico e mundial de que homossexualiidade não é comportamento, não está associado a moral e se trata de orientação sexual como é sexual orientação o heterosexualismo. O termo “cura gay” foi repercutido pela imprensa. Repercutido é diferente de criado. Existe tratamento de para alteração de hetero em homosexuais? Não? Então acabou a reunião. Feliciano comparou os gays aos presidiários e ninguém das igrejas corrigiu essa que é uma da imensa coleção de afirmações infelizes do deputado.
    As igrejas e os padres são pilares importantes e devem exercer seu papel de esteio espiritual. Essa é a fronteira. O Estado, entretanto, esse é laico, não está (ou não deveria estar) sob a tutela de qualquer crença, igreja ou religião. Sempre que isso se dá, um desastre ditatorial se abate sobre as populações.
    Casamento gay, drogas, as novas formações familiares, a internet a biotecnologia fazem parte dos temas atuais. Discutir seus limites, estabelecer parâmetros, ampliar visões, isso é missão de todos, inclusive dos padres que mereçam essa nomenclatura. Todo o resto é tentativa de impingir controles morais, impor valores e desrespeitar os preceitos fundamentais da liberdade, liberdade essa que garante inclusive a pregração de padres e a existência das suas igrejas.

    Forte abraço,

    • marcuspaixao

      Caro Mariel
      Comento sua postagem: “O objetivo do Conselho em proibir os psicólogos atendam “gays que desejem deixar de ser gays” segue o entendimento científico e mundial de que homossexualiidade não é comportamento…” Entendimento científico? Mundial? Por favor, me apresente o estudo científico conclusivo sobre esse ponto. Não há um entendimento científico, ha sim, opinião, postura, partidarismo. Mas isso é bem diferente de algo comprovado cientificamente.
      O termo “cura gay” foi maldosamente apresentado, sejamos sinceros Mariel. E, sim, a questão comportamental influencia muito a postura de uma pessoa, podendo um hétero tornar-se homossexual e vice versa, embora isso não seja, ao meu ver, determinante. Quanto as colocações descabidas de Feliciano, que são muitas, quem as defende? Pra mim Feliciano tem muitas falhas e fez declarações completamente descabidas. Nisso concordo com vc. Quanto ao laicato do Estado, também concordo plenamente com você. Igreja e Estado devem está separados. Porém a igreja é uma voz importante e seu discurso deve ser ouvido e respeitado. Afinal de contas, o Brasil é um país de maioria religiosa, e destes, a maioria é cristã. Portanto, como você mesmo disse: “Casamento gay, drogas, as novas formações familiares, a internet a biotecnologia fazem parte dos temas atuais. Discutir seus limites, estabelecer parâmetros, ampliar visões, isso é missão de todos, inclusive dos padres que mereçam essa nomenclatura.”
      Bem, quanto à liberdade que você bem falou, vejo que a igreja a compreende melhor do que você, pois aos homossexuais é dado todo o direito de serem homossexuais, assim como acreditamos que tem o direito de tentarem uma terapia aqueles que bem desejarem. Isso é liberdade, o oposto, impedir alguém de algo…
      outro abraço a você e continue lendo nossas postagens!

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