Categoria: Livros

O Desaparecimento de Deus

O desaparecimento de Deus-g

MOHLER JR, Albert. O desaparecimento de Deus: crenças perigosas na nova abertura espiritual. Cultura Cristã, São Paulo, 2010.

 O livro inteiro é muito bom! Inquestionavelmente Albert Mohler é um dos maiores nomes em defesa da ortodoxia cristã da atualidade. Ele está incluído na bancada do debate contemporâneo em defesa da fé cristã em face aos ataques que vem sofrendo do pós-modernismo.

​O livro trata de uma série de ensaios onde o autor discorre sobre variedade de temas: o significado do belo, a realidade do inferno, liberalismo e ateísmo, os perigos de uma frouxidão ortodoxa, a igreja emergente e outras questões que são vitais para a saúde da igreja. Tais tendências, filhas da cultura pós-moderna, são o alvo de Mohler.

 O livro é indispensável, pois apresenta toda  malícia com que o diabo tem, de modo muito sutil, atacado a igreja. Este livro deve levar todo cristão que lê-lo a uma série reflexão sobre a cultura em que estamos inseridos. Serve também como uma séria advertência à vigilância.

​O título sintetiza muito bem qual o lugar de Deus na cultura pós-moderna: Ele desapareceu! Pelo menos é isso que eles acreditam.

Pr. Marcus

Depois do Dilúvio: A História Antiga da Europa Retrocedendo Até o Dilúvio Bíblico

 

Depois do Dilúvio é uma obra fantástica, que conduz o leitor ao longo dos mais antigos documentos dos primeiros povos europeus e suas geneologias, que retrocedem até os personagens bíblicos. Taxado de fantasioso e desconsiderado pela imensa erudição crítica liberal da atualidade, os documentos apresentados por Bill Cooper, autor da obra comentada, são fascinantes e se mostram tão relevantes e indispensáveis para uma ré análise da história dos povos da Europa.

Cooper escreveu esse livro para tirar suas próprias conclusões sobre a veracidade do texto bíblico, já que a crítica liberal taxava os documentos sagrados como “fictícios, lendários, coletânea de mitos e fábulas, etc”. Na realidade, o livro é produto de uma pesquisa profunda que absorveu mais de 25 anos de sua vida. O trabalho trouxe luz e mais confirmação a Bíblia.

Depois do Dilúvio: A História da Antiga Europa Retrocedendo Até o Dilúvio Bíblico foi escrito por Bill Cooper H. A. Hons. Ele é membro do Conselho e curador do Creation Science Movement. Recebeu prêmios o Honours Degree da Kingston University por seus estudos interdisciplnares  em História das Idéias (Religião, Filosofia e Teoria Política) e Literatura Inglesa. É conferenciata internacional sobre o tema ‘Tabela das Nações’, tendo ministrado aulas na Alemanha, Bélgica e Inglaterra, inclusive no Leeds University. O livro foi publicado no Brasil pela Sociedade Criacionista Brasileira (Brasília) em 2008 e traduzido por Rui Carlos de Camargo Vieira. Prefacia a obra o próprio Bill Cooper, estando dividida a obra em 13 capítulos e 14 apêndices cheios de informações históricas riquíssimas.

O autor inicia a obra apresentando uma visão do mundo antigo sobre Deus. Apesar de que todo o mundo esteja cercado por uma idéia pagã, onde um misto de divindades atua no universso, a idéia de um Deus supremo, criador e governante absoluto, acima de tudo e todos, parece sempre ter permeado a mente dos povos antigos. Cooper cita muitos escritos para confirmar esse ponto.

Cooper continua, apresentando Jafé, um dos patriarcas e um dos filhos de Noé, como sendo o pai de todos os povos Indo-Europeus. Esta história esquecida dos povos europeus deixou o autor intrigado, pois são numerosos os documentos que apresentam essa história antiga. Ela é completamente descartada pelos historiadores modernos e a história da Grã-Bratanha, por exemplo, não existe em nenhum livro moderno, antes do ano 55 a. C. Se existe uma abundancia de material, e todos com acesso extremamente fácil, por que existe essa recusa por parte dos historiadores? Cooper acredita que este fato tem conotações ideológicas e anti-religiosas.

A história dos britânicos (Historia Britonnum) é contada por Nennius, que reuniu todos os registros conhecidos sobre a história dos Bretões e compilou-os na forma de um livro. Nennius terminou seu trabalho no fim do oitavo século da era cristã. Cooper nos apresenta muitas tabelas genealógicas que fazem as ligações históricas, inclusive, com outros povos europeus. As genealogias são muitas vezes cruzadas e apresentam uma precisão impressionante, embora, poucas vezes aconteça de faltar um ou outro nome em determinada genealogia. Para Cooper, isso só assevera a fidelidade dos documentos, apresentando que os tais não vieram de uma fonte copiada, mais de várias fontes, descartando, assim, a idéia de uma ‘fraude piedosa’

As Crônicas dos antigos Bretões nos são apresentadas e uma história fascinante vem a tona, com seus primeiros reis e as grandes batalhas entre povos romanos, inclusive batalhas conhecidas na história, como a invasão dos romanos a Grã-Bratanha sob o comando do Imperador Romano Júlio César. As várias genealogias dos bretões e as sucessivas subidas ao trono bretão nos são descortinados ao longo do livro. A própria origem dos bretões, que remonta a um certo Bruttus (daí chamar-se o seu povo de Bretões).

Cooper lista os primeiros reis Bretões, depois os primeiros reis Anglo-Saxões, com suas árvores genealógicas convergendo até o patriarca Noé. A linhagem dos reis Dinamarqueses e Noruegueses e o cruzamento das genealogias de todos estes povos com um impressionante paralelismo de nomes iguais, apresentando assim, uma origem comum de todos estes povos, embora, fossem inimigos uns dos outros. A árvore genealógica dos reis Celtas Irlandeses igualmente remonta a Jafé, filho de Noé.

Cooper também apresenta uma cronologia da idade da terra baseada nas genealogias apresentadas acima, bem como descarta as pseudo-evidencias geológicas dos modernistas, taxando todo pensamento geológico a cerca de uma terra antiga como sendo algo novo ao longo de toda a história humana. 

Cooper esclarece: “Entre os anglo-saxões e os antigos Bretões prevalecia um interesse  particular para o estabelecimento de uma cronologia fidedigna para as suas histórias, e embora hoje possam existir para se questionarem algumas datas obtidas pelo seu sistema de registros, temos entretanto evidencias inequívocas que demonstram que eles criam em uma terra jovem (uma criação recente), e no dilúvio”. Cooper cita vários registros antigos das cronologias dos povos que referem-se ao dilúvio e à idade do início da terra.. 

O calendário maia é citado apresentando incrível exatidão com a idade apresentado para o dilúvio bíblico, quando comparada a outros povos. Para eles o dia 1º teve início com o dilúvio (início de uma nova era).

A questão dos dinossauros também é discutida por Cooper, que apresenta inúmeras citações antigas de pessoas, no passado antigo e também em dias mais próximos dos nossos, que tiveram encontros com tais monstros. Nas narrativas antigas, percebe-se que tais criaturas eram temidas, mas não eram uma novidade para a população, assim como percebemos que eles também não eram abundantes. Os povos europeus antigos pareciam conhecer vário espécimes de dinossauros (aquáticos, anfíbios, terrestres, além de pássaros).  Os registros Anglo-Saxões apresentam vários relatos de dinossauros em suas crônicas.

Cooper também procura rever histórias que os eruditos liberais passaram como sendo mitos e fábulas. Um caso é a história de Beowulf. Sua genealogia pode traçada com tanta clareza e cruza-se com a de outros povos. Sem dúvidas, Beowulf foi um personagem histórico indiscutivelmente. Relatos de dinossauros estão presente em uma história sua que foi imortalizada.

Depois, o que se segue é uma lista de apêndices, traçando as genealogias de dos povos que descenderam dos três filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé. As inúmeras nações que descenderam deles e a incontestável riqueza de descrições que as nações que deles se originaram fazem. Cooper apresenta no Apêndice 4 uma lista com os manuscritos antigos e onde tais documentos se encontram hoje. O texto latino de Nennius e a tradução do mesmo, bem como textos que apresentam as antigas leis sociais dos povos da Grã- Bretanha pagã. Impressionante é o apêndice 12, onde uma história do povo Miautso, uma tribo chinesa que alegava sua descendencia de Jafé, filho de Noé. Suas crônicas apresentam recordações do dilúvio e da criação.

Por fim, todos esses povos apresentados, nem se quer tinham conhecimento das escrituras bíblicas e os relatos foram escritos em tempos pré-cristãos, afastando a idéia de fraude cristã. Os povos aciama descritos eram pagãos, mas suas genealogias eram preservadas com muita precisão e cuidado. Os miautso tem sua genealogia preservada desde de tempos imemoráveis. 

Sem dúvida, a leitura deste livro é algo enriquecedor e que solidifica ainda mais as firmeza do texto da Bíblia. A leitura é condensada e requer muita atenção, pois apresenta muitos nomes e genealogias, importantíssimas para a pesquisa, mas que podem confundir o leitor. Uma única leitura pode ser insuficiente para a compreensão desta monumental obra. Bill Cooper apresenta sua bibliorafia de pesquisa e incentiva a qualquer interessado em aprofundar-se, buscando nas fontes citadas mais informações.

Pr. Marcus Paixão

 

O Quinto Milagre: Em Busca da Origem da Vida

O Quinto Milagre foi escrito pelo físico, Dr. Paul Davies. Recebeu seu doutorado pela Universidade de Londres e tem trabalhado em outros importantes centros acadêmicos, como a Universidade de Cambridge, Newcastle Upon Tyne e Adelide, na Austrália. Já escreveu mais de 20 livros e outros tantos artigos acadêmicos para sociedades científicas diversas. É palestrante internacionalmente reconhecido.

 Quinto Milagre: Em Busca da Origem da Vida foi publicado no Brasil em 2000, pela editora Companhia das Letras (SP), com tradução de Rosaura Eichenberg. Foi publicado originalmente em 1998 pela Orion Productions, com o título em inglês The Fifth Miracle: The Search For The Origin Of Life. O livro é apresentado com um prefácio escrito pelo próprio autor e mais 10 capítulos, além de uma bibliografia que apresenta sua fonte de pesquisa.

 O Quinto Milagre é um livro interessante. Com a sua visão evolucionista da vida, Paul Davies apresenta muitas teorias sobre a origem da vida. Uma apresentação histórica das principais teorias e seus desenvolvimentos ao longo da história científica. Apresenta as dificuldades do tema, e deixa meio que ‘desacreditada’ as hipóteses mais bem aceitas nos últimos anos que tentam explicar a origem da vida. Ele apresenta sua própria visão sobre o assunto e defende sua própria hipótese sobre o tema.

 Evolucionista nato, Davies, embora encontre dificuldades intransponíveis (até o presente momento, em sua visão, alguns pontos estão longes de serem desvendados) agarra-se com unhas e dentes ao Darwinismo, como o único caminho viável para o desenvolvimento da vida. Para ele, a origem da vida é um grande mistério, embora o darwinismo seja o motor que desenvolveu a vida:

“A evidencia atesta veementemente que toda a vida sobre a terra descende de um ancestral comum, por meio desse processo de ramificação. Isto é, toda pessoa, todo animal e planta, toda bactéria invisível, remonta ao mesmo micróbio minúsculo que viveu há bilhões de anos, desse ponto ata a primeira coisa viva. O que ainda falta explicar – o que sobressai como o enigma central não resolvido na explicação científica da vida – é o modo como o primeiro micróbio passou a existir” (p. 30. Grifo meu).

 Segundo ele: “muitos investigadores se sentem constrangidos em afirmar em público que a origem da vida é um mistério, ainda que a portas fechadas admitam abertamente que não tem respostas. Parece haver duas razões para o seu constrangimento. Em primeiro lugar sentem que a afirmação abre a porta para os fundamentalistas religiosos e suas pseudo-explicações – ‘deus das lacunas’…” (p. 19. ).

 O autor reconhece que a origem da vida é um fato inexplicável cientificamente, no entanto, comete um erro científico ao retratar a evolução das espécies através de um ancestral comum de todos os seres vivos como um fato consumado (uma prepotencia de quase todos os evolucionistas). A evolução darwiniana, assim como a origem da vida, não são fatos científicos comprovados, apenas bem fortalecidos pela mídia ao redor do globo.

 A vida acertadamente é apresentada como algo altamente complexo. Assim, ele observa os seguintes pontos: 1. Autonomia; 2. Reprodução; 3. Metabolismo; 4. Nutrição; 5. Complexidade; 6. Organização; 7. Crescimento e desenvolvimento; 8. Conteúdo de informação; 9. Emaranhamento Hardware/Software; 10. Permanência e mudança. Davies apresenta algumas noções antigas sobre o tema no capítulo primeiro, como a famosa hipótese da força vital e outras, segundo ele, já desacreditadas.

 Abordagens evolucionistas sobre a “história da antiga molécula”, (termo claramente utilizado por evolucionistas), onde somos ensinados a entender uma hipótese não verificável e nem aceita pela comunidade científica em geral pela ausência de provas concretas.

 Davies percorre sobre várias hipóteses da origem da vida, desvendando seus processos, e, ao mesmo tempo, rejeitando quase tudo. A idéia de uma “sopa primordial”, a hipótese mais conceituada até a pouco tempo pela massa evolucionistas em geral (esse é o ensino sobre a origem da vida que consta na maioria dos livros secundários nas escolas do Brasil), é completamente desacreditada por ele, como ultrapassada e sem cabimento científico. Segundo o autor: A teoria apresenta muitas impossibilidades. 

 Davies trata de inúmeras questões, como a complexidade organizada que a vida apresenta, dando explicações não convincentes. Sua hipótese principal gira em torno da vida ter vindo do espaço, em um cruzamento entre a terra e o planeta marte. Acredita que Marte tem vida (vida bacteriana no subsolo) e que, após grande bombardeamento de meteoros e asteróides sob o planeta, a vida veio a terra através de rochas marcianas que foram lançadas ao espaço, achando a terra como destino. Essa vida possivelmente proliferou na terra em ambientes rochosos abaixo do oceano. Esse processo todo, segundo ele acredita, ocorreu a bilhões de anos no passado! Embora descarte as demais hipóteses (não desqualificando-as totalmente),  Davies também apresenta inúmeras dificuldades para a teoria da vida marciana ter chegado a terra. Ainda assim, esta é a mais hipótese defendida por ele.

Ele conclui: “é difícil evitar a conclusão de que, se houve vida em Marte entre 3,5 e 4 bilhões de anos atrás, marcianos vivos inevitavelmente passaram a residir na terra” (p. 286).

 O livro de Davies é bem escrito e sua leitura não é cansativa, pois ele apresenta uma linguagem fácil, embora alguns termos científicos não possam ser excluídos (DNA, RNAm, RNAt, gravitação, panspermia, entropia, etc). Davies também faz as ligações das grandes descobertas, bem como dos programas espaciais que trabalham na tentativa de explorar Marte. Apresenta uma análise dos meteoritos encontrados, vindos supostamente de Marte e apresenta em uma linguagem estupenda prováveis cataclismas que poderiam acontecer ou que já aconteceram na terra e em outros planetas. Seu intelecto é indescutível e sua mente brilhante, embora, seu brilhantismo esteja completamente fechado para o darwinismo, negando assim qualquer outra possibilidade. Sua leitura proporciona um mergulho nas muitas hipóteses a cerca da origem da vida, e vale a pena para o estudante da área, bem como para teólogos que pretendem aprofundar-se nas visões mais difundidas no universo darwiniano e serve ainda como uma boa oportunidade para refutação do darwinismo, trazendo esclarecimentos aos cristão sobre esse tema.

Pr Marcus Paixão

Uma Igreja Com Liderança, Governo e Membros Que Refletem as Escrituras

refletindo

Essa é a minha primeira postagem no marcador “livros”. Espero estar sempre apresentando algum trabalho valioso a vocês. Começo com um livro pequeno, mas que tem um conteúdo monumental. Trata-se da obra do Dr. Mark Dever, pastor da Igreja Batista de Capitoll Hill, localizada no coração de Washington.

Mark Dever tem escrito muito sobre a saúde da igreja, aquela que apresenta uma vida saudável. Ele faz questão de afirmar que seus livros (no Brasil, estão publicados pela Editora Fiel: Deliberadamente Igreja – Edificando o Seu Ministério Sobre o Evangelho; Nove Marcas de Uma Igreja Saudável e Refletindo a Glória de Deus – Elementos Básicos da Estrutura da Igreja: Diáconos, Presbíteros, Congregacionalismo & Membresia) não são manuais ou regras mecânicas que devem ser seguidas. Ele diz isso, descomparando suas obras com a imensa onda de livros-manuais de igreja que foram lançados nos últimos anos.

Dever é Inteligente e escreve fácil. Sua leitura é cheia de exegese sadia e empolgante. Reconhecido como um das mais destacadas personalidades evangélicas dos Estados Unidos na atualidade, Dever dirige o Ministério Nove Marcas, cuja missão é treinar presbíteros/pastores e revitalizar a saúde de muitas igrejas cambaleantes.

O livro que inicio meu comentário é o menor que o autor escreveu (dos três citados acima, visto que existem outras obras do autor), mas segue a mesma linha inteligente e bíblicas dos outros dois. Início com a obra Refletindo a Glória de Deus – Elementos Básicos da Estrutura da Igreja: Diáconos, Presbíteros, Congregacionalismo & Membresia.

Este livro foi publicado no Brasil pela Editora Fiel (Editora Fiel da Missão Evangélica Literária), no ano de 2008 e está em sua primeira edição. Originalmente, a obra foi publicado nos Estados Unidos por Center Of Church Reform, em 2001, com o título A Display for God´s Glory – Basics of Church Structure: Deacons, Elders, Congregationalism & Membership.

Assim como todas as suas obras anteriores, esta também é altamente recomendada, e com muito entusiasmo por renomados líderes das igreja americana, e não somente líderes batistas. Um time de professores excepcional enaltece a obra de Dever, dentre eles Brad Waggoner (Deão da Escola de Educação Cristã e Liderança do Southern Baptist Theological Seminary), além de nomes como os de Mike Bullmore, Thimoty George, John Hammett e Don Whitney.

O livro apresenta uma introdução, escrita pelo próprio Mark Dever, e quatro pequenos capítulos que tratam da liderança da igreja, do governo e da membresia. Os capítulos estão disposto como segue: Primeiro: Diáconos. Segundo: Presbíteros. Terceiro: Congregacionalismo. Quarto: Membresia. O livro encerra com a Conclusão do autor.

No primeiro capítulo, quando o assunto são os diáconos, Mark Dever inicia definindo o termo segundo o uso empregado pelos gregos. Seria o equivalente a um “serviçal”, diz ele. Dever passa a argumentar exegeticamente que todos, até mesmo Cristo, em certo sentido eram diáconos, ou seja, serviam uns aos outros. Uma miríade de textos nos são apresentados para provarem o seu argumento. No universo do Novo Testamento a palavra ganha uma conotação que vai além do uso comum empregado pelos gregos, e o termo passa a denotar aqueles que seriam responsáveis pelos cuidados físicos dos membros da igreja.

Depois Dever apresenta o que eram algumas funções desempenhadas pelos diáconos, seguida de uma análise histórica da visão da diaconia, segundo o entendimento de várias igrejas cristãs. O autor também analisa o texto de Atos 6, e a partir dele, desenvolve uma visão do ministério diaconal. O texto segue apresentando as qualificações dos diáconos, baseado em 1 Timóteo 3.8-13. Como existe um dilema teológico sobre a questão de se ordenar mulheres ou não para serem diaconisas, Dever termina o este capítulo com uma reflexão sobre o este assunto.

O segundo capítulo trata dos presbíteros. Dever faz questão de começar este assunto refletindo sobre esta classe de líderes como sendo uma pluralidade em uma igreja local, e não um ofício solitário. Outra vez ele usa da boa exegese para provar esse ponto. Defendendo tal pluralidade em uma igreja local, baseado no texto de Tiago 5.14, ele diz: “Tiago recomendou que os presbíteros (plural) da igreja local (singular) viessem e orassem com a pessoa doente”.

O ministério de mulheres como presbíteros é explicitamente repudiado como não bíblico. Dever não esconde a questão, antes a aborda biblicamente, revelando uma completa ausência de evidencias, tanto bíblica como histórica, para apoiar o ofício feminino de presbíteros. Ele segue apresentando o texto de 1 Timóteo 3.1-7 para mostrar o objetivo da liderança dos presbíteros na igreja, e apresentar o tipo de vida piedosa que eles devem seguir.  Em seguida um rápido estudo do termo é feito e alguns mitos são desmitificados, como por exemplo, que igrejas batistas nunca tiveram prebíteros.

O autor continua apresentando questões de relacionamento entre a liderança presbiterial da igreja local com o seu corpo administrativo, com os diáconos, e com o pastor/presbíteros, ou seja, aquele que presbítero que é responsável por pregar a Palavra na igreja local. Um relacionamento entre os presbíteros e a igreja também é demonstrado, através de cinco marcas: 1. Claro reconhecimento por parte da igreja dos homens que são seus presbíteros; 2. Profunda confiança nesta liderança; 3. Que sejam homens claramente piedosos; 4. Que cuidem sinceramente do rebanho; 5. Que esta liderança traz resultados benéficos.

Pr. Marcus Paixão

P.s. Aguardem. Na próxima postagem concluo a apresentação deste livro