Categoria: Sermão

Jesus e Suas Ovelhas – João 10.22-30

Este sermão foi proferido no púlpito da Segunda Igreja Batista em Campo Maior, no dia 21 de fevereiro de 2010, pelo pastor Marcus Paixão

Observamos ao longo desse capítulo as maravilhas de Deus e as grandes instruções do Senhor Jesus Cristo. Deus tem nos abençoado maravilhosamente através deste evangelho e da mensagem que Jesus Cristo entregou à igreja. Nestes dias, confesso aos irmãos que tenho tido a minha alma revigorada através do estudo deste evangelho. O capítulo 10 do evangelho de João trata de temas tão polêmicos, hoje, na igreja, que muitos cristãos têm negado a fé evangélica. Muitos cristãos têm negado o poder soberano de Deus por falta de conhecimento da palavra e de boa instrução pastoral. De fato, quando adentrei no capítulo 10 deste evangelho a minha fé foi revigorada, alicerçada na palavra de Deus.

Jesus identifica-se aos fariseus como ‘o bom pastor’. Jesus é aquele que cuida pessoalmente das suas próprias ovelhas de modo especial; aquele que protege as suas ovelhas; aquele que guia as ovelhas pelo melhor caminho. Jesus comparou todos os autênticos cristãos com ovelhas, e ele mesmo como o pastor das ovelhas. Um pastor tem um cuidado especial com seu rebanho. Diferente dos fariseus, que Jesus comparou com ladrões e salteadores. Ele chamou os fariseus de mercenários, pessoas que se preocupam apenas com dinheiro e lucro. Jesus assegura que as suas ovelhas ouvirão a sua voz e o seguirão. É confortante saber que o povo de Deus vai ouvir a Sua voz e segui-lo. Embora haja muitos falsos profetas, pois a Bíblia diz que “nos últimos dias se levantariam muitos falsos profetas e enganariam a muitos”, as ovelhas estão seguras. Nós temos visto isso acontecer em nossa geração.

A pregação de um falso evangelho e a distorção da palavra de Deus é comum hoje em dia. A Bíblia diz que o homem distorce a palavra de Deus para a sua própria perdição. Mas a bíblia também assegura que as ovelhas ouvirão a voz de Jesus Cristo e não os falsos profetas. Elas darão ouvido ao verdadeiro evangelho, à palavra que sai do púlpito fiel, a palavra verdadeira, às escrituras sagradas. Jesus também se identifica neste capítulo como sendo ‘a porta das ovelhas’, a porta do aprisco das ovelhas.

O versículo 22 indica que certo tempo se passou desde o último encontro de Jesus com os líderes judeus. Nesta ocasião estava sendo celebrada a festa da dedicação. Cerca de três meses se passaram. Atualizando para o nosso calendário, a festa da dedicação acontecia no mês de dezembro, mas precisamente no final de dezembro. Era uma festa importante para o povo de Israel, pois ali eles celebravam a rededicação do templo. No ano 165 a.C. o templo de Jerusalém foi invadido e profanado por um general chamado Antíoco Epifânio. Ele estava com tanto ódio dos judeus que sacrificou um porco no altar do Senhor. O porco era considerado pelos judeus um animal imundo e o próprio consumo na alimentação era estritamente proibido. Sacrificar um porco como oferta ao Senhor, no templo sagrado de Jerusalém, consistia na mais alta ofensa contra qualquer judeu e contra Deus. Três anos depois houve uma grande revolta entre os judeus, que venceram e conseguinte rededicaram o templo a Deus, que havia sido profanado. Desde então, todos os anos, nesta data, acontecia a chamada festa da dedicação, onde eles relembravam aqueles acontecimentos e a rededicação do templo.

A Bíblia diz que Jesus estava passeando pelo templo, na ocasião em que se celebrava essa festa. Enquanto ele caminhava pelo pórtico de Salomão, os doutores da lei o cercam e começam a questiona-lo novamente. Perceba que ao longo do evangelho de João, Jesus se encontrou várias vezes com estes judeus. Eles eram os doutores da lei, os líderes da religião judaica e Jesus teve muitos embates teológicos com eles. O texto diz: “rodearam, pois, os judeus e o interpelavam: até quando nos deixará a mente em suspenso? Se tu és o Cristo, dize-o francamente.”

Eles queriam ouvir de Jesus uma resposta clara quanto a sua identidade: Se ele era de fato o Cristo, o Messias que eles aguardavam e que os profetas anunciaram que viria para libertar Israel. O texto apresenta os fariseus como estando ‘suspensos’ diante do comportamento de Jesus. A idéia é de algo que está pendurado, sem poder tocar o chão, suspenso no ar. Eles estavam sentindo-se inseguros, sem base, sem firmeza, sem equilíbrio. Queriam ouvir uma declaração clara de Jesus, quanto a sua identidade. Mas esta era uma alegação falsa por parte deles. Jesus já os havia dito isso muitas vezes, através de sinais miraculosos e de palavras. Jesus mesmo declara isso: “Já vo-lo disse, e não crerdes” (Jo 10.25). Quantas vezes Jesus declarou isso e eles, no entanto, rejeitaram-no? Há apenas três meses antes, Jesus declarou ser ‘o bom pastor’, uma declaração clara daquele que veio para guiar Israel pelos caminhos de Deus, mas eles rejeitaram-no. Jesus já havia dita anteriormente que era ‘o pão que desceu do céu’, mas eles, em cada ocasião demonstravam grande incredulidade e repudiavam todo o seu ensino e as suas declarações. Em muitas ocasiões o Senhor apresenta-se como sendo o Filho de Deus, aquele que foi enviado para perdoar os pecados e para salvar o homem. Outras pessoas testemunharam sobre ele, como sendo o enviado de Deus para salvar Israel, como o fez João Batista. Os milagres de Jesus também testificavam a cerca dele. Suas curas eram incontestáveis: Cegos enxergavam, paralíticos voltavam a andar, os demônios eram expulsos, os mudos falavam. A natureza obedecia a sua voz e tudo estava sob o controle dele, mas os líderes da religião judaica não enxergavam isso. Por isso Jesus afirmou: “as obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito” (25). E que grandes obras! O capítulo cinco nos apresenta Jesus curando um doente que se assentava junto ao tanque de Betesda. Um homem que estava com a mão ressequida, completamente seca e sem vigor, sem movimentos; com os músculos atrofiados, e os nervos e tendões inativos, endurecidos. Jesus o curou completamente, no mesmo instante. Que homem pode ter um poder assim? Essas obras eram suficientes por si mesma para que eles entendessem que Ele era de fato o Cristo de Deus. No capítulo nove Jesus curou um cego de nascença. Na realidade a cura deste cego levantou uma grande discussão entre os fariseus. A Bíblia diz que o homem era totalmente cego, de nascença, e Jesus espantosamente o curou. Os fariseus questionaram os pais do homem cego, que disseram: “Ele nasceu cego”. Eles questionaram o próprio homem que era cego, que disse: “eu era cego, e agora vejo.” O homem que vivia abandonado, inválido, à beira do tanque de Betesda, também foi procurado por eles. Sabiam que aquele homem era um doente inválido, que vivia a mendigar, mas agora estavam diante de um homem que foi curado miraculosamente por Jesus. As obra de Jesus falavam muito acerca dele. O poder de Jesus, demonstrado diante deles, deveria ser mais que suficiente para eles acreditarem em suas declarações e o reconhecerem como o Filho de Deus.

Porque estes homens não criam em Jesus? Por que muitas pessoas continuam sem acreditar ainda hoje em Jesus, mesmo diante de tantas evidencias irrefutáveis? Não estamos tratando de um mero homem. Não se trata de um presbítero que orou por um irmão que estava doente e obteve como resposta a cura. Deus continua a fazer isso, a agir dessa maneira quando lhe agrada. Mas com Jesus era diferente. Ele ordenava aos demônios e eles se retiravam. Ele ordenava e os paralíticos caminhavam. Ele ordenava e os cegos enxergavam. Os mortos foram ressuscitados por ele.

Estes judeus foram testemunhas oculares do poder de Jesus Cristo. Eles viram que Jesus era diferente dos demais homens. Por que eles não creram? Por que muitas pessoas hoje negligenciam o evangelho de Cristo? Por que o mundo não crê? Nós pregamos a Jesus Cristo, chamamos as pessoas a virem a cristo para receber perdão dos pecados e vida eterna. Falamos do Reino eterno de Jesus Cristo e das glórias da vida eterna. Apresentamos diante dos seus olhos que Jesus é o único caminho, a única esperança. Pregamos sobre o inferno e a condenação eterna, sobre o juízo de Deus contra os incrédulos; e qual é a resposta que obtemos? A grande maioria dos homens continua desprezando a Jesus Cristo. Recusam a Graça e dizem não ao Senhor Jesus. Vocês mesmos já pregaram para os seus parentes, para os seus vizinhos, e a resposta continua a mesma: Não! Por que não Crêem? Por que se mantêm duros e rebeldes como esses fariseus nos dias de Jesus?

Jesus nos ensina o motivo de tão grande cegueira. “Mas vós não crerdes, porque não sois das minhas ovelhas” (26). Não crerdes por que não sois das minhas ovelhas. Só as ovelhas crerão. Somente elas darão ouvidos à sua voz e o seguirão: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (27-28). Eles diziam: “se tu és o Cristo, diz logo de uma vez”. Jesus lhes respondeu: “Eu já disse e vocês não acreditaram”. Por que tanta incredulidade? Porque eles não fazem parte do rebanho de Jesus Cristo.

Muitos gostariam que o texto dissesse: ‘vocês não são ovelhas porque não creram’; mas obviamente o texto bíblico é o contrário desse pensamento humanista: “Mas vós não crerdes, porque não sois das minhas ovelhas”. O motivo de não crer deve-se ao fato de não ser ovelha. Nós temos diante de nós a declaração de que existem aqueles que certamente irão crer em Jesus (as ovelhas), e aqueles que jamais crerão (os bodes). As doutrinas da eleição e da predestinação são partes desta verdade ensinada por Jesus a esses homens, assim como a doutrina da responsabilidade humana. Toda a culpa da incredulidade eram deles. Jesus não implanta a incredulidade no coração de ninguém; ele não faz ninguém pecar. Eles não creram por que os seus pecados lhes cegaram o entendimento. Por isso eram incapazes de contemplar a grandeza de Jesus em seus milagres e em suas palavras. O pecado é devastador. Ele impede o homem de entender as coisas, de vislumbrar como elas realmente são. Eles não conseguiam entender e nem acreditar em Jesus, por que o pecado os afogava. O pecado os dominava por que os fazia escravos. Não eram ovelhas, eram escravos, por isso não criam.

Pregue o evangelho e as ovelhas ouvirão. Pregue onde você está: no seu trabalho, anuncie a salvação em Cristo; na escola, pregue aos seus amigos; no seio da família, fale Dele, ensine o seu caminho. A palavra penetrará no coração das ovelhas e elas se renderão a Cristo; o seguirão e estarão seguras. Se você é um cristão, lembre-se da sua própria situação no passado: você e eu estávamos no mesmo saco, na mesma condição caída. Cegos e mortos em nosso pecado. A Bíblia diz: “Estávamos mortos em nossos delitos e pecados” (Ef 2.1). Encontrávamos na mesma situação terrível, mas a graça de Deus nos alcançou. A eleição da graça nos alcançou, e por isso, recebemos vida ao ouvir o evangelho, que é a voz do bom pastor chamando as suas ovelhas à fé. Nunca fomos bodes, mas éramos como ovelhas desgarradas, que não tem pastor. Antes de Jesus nos chamar, andávamos errantes no mundo e vivíamos num lamaçal de pecados. Até que ouvimos a sua doce voz nos chamando: “vinde a mim, vinde a mim”.

Por meio da pregação ou da leitura da Palavra, nós ouvimos a voz do nosso bom pastor. E Jesus diz que “as suas ovelhas ouvem a sua voz e o seguem”. Elas não ficam paradas, em teimosia. Sua voz é inconfundível; as ovelhas sabem que trata-se do seu pastor as chamando. Elas não resistem, não fogem, antes, vão até ele irresistivelmente, em um profundo desejo de estar com ele e andar atrás dele.

As ovelhas podem estar em qualquer lugar, em qualquer situação, mas quando as Sua voz chama, elas irão a Ele. Meu amigo, talvez você estivesse tão atolado em pecados, e adorasse viver em seu mundinho de pecados, mas quando Cristo te chamou, você veio. O Seu chamado é irresistível. Se vives no adultério, você abandonará essa vida e virá a Ele. Se estás afundado em pecados, ele te arrancará da miséria e te fará vivo e feliz com Ele. O arrependimento e a fé acompanham esse poderoso chamado de Jesus Cristo. Por isso é certo que as ovelhas ouvirão o evangelho, mas os bodes, aqueles que não são parte do rebanho do Senhor, nunca ouvirão, permanecerão duros e rebeldes. Nunca louvarão o Rei dos Reis, nunca o exaltarão. Mas as ovelhas vão ouvir, vão seguir, vão amar e se alegrar no Senhor.

O Reverendo William Hendriksen escreveu sobre esse texto algo importante: “As pessoas tendem a achar que Deus faz acepção de pessoas.” Muita gente quando escuta sobre as grandes doutrinas da graça, acredita que Deus é injusto. A maioria pensa assim: “Se Deus predestinou, se Deus escolheu alguns e outros não, então, Deus é imparcial e injusto.” Mas é obvio que Deus não é injusto e nem imparcial. O testemunho das Escrituras é que o Senhor é cheio de graça e de misericórdia. E quanto a nós, homens, a afirmação é que somos pecadores e inimigos de Deus: “todos pecaram e destituídos da graça de Deus … Não há nenhum justo sobre a terra, nenhum se quer” (Rm 3). Nenhum homem, nenhum mulher, nenhuma criança, ninguém escapa da acusação: “Todos pecaram”. Ao nascer, o bebê já traz a maldição do pecado e já carrega o pecado consigo. Pobre e miserável, tão pequeno e já é grande pecador. Precisa desesperadamente de Cristo e de purificação da alma. O pecado do Éden, de Adão e nosso, nos condena a morte eterna. Por tanto, se Deus desejasse condenar todos os homens, toda a raça humana ao inferno, Ele continuaria sendo Santo Justo e Bom.

Por outro lado, aprendemos também que Deus e gracioso e a sua misericórdia é maravilhosa. “Deus tem misericórdia de quem quer” e também “endurece a quem quer”. Ele é o Senhor de tudo, totalmente Soberano. Domina sobre as nossas vidas e sobre tudo que existe. A criação é dele, pertence a ele, e a história é dirigida por ele. Na sua graça, Deus quis escolher para si mesmo, para redimir dos pecados, um povo. Estes Ele escolheu antes da fundação do mundo e chamou de “as minhas ovelhas”. E toda ovelha, no tempo determinado por Deus, ouvirá o evangelho.

Estas ovelhas também receberão a vida eterna do próprio Jesus. O destino de todo homem, por causa do pecado, naturalmente, é o inferno. Pelos nossos próprio pecados, nossa própria culpa. Se você fizer uma análise sincera de sua vida, verás sem dúvida a sua situação de desgraça e de corrupção. Seus pensamentos são corruptos, seus atos são de interesse próprio, e seu coração está contaminado pelo pecado. Responda sinceramente: você merece a salvação? Pense no modo como você trata o seu próximo, pense nos desejos da sua carne, na malícia dos seus pensamentos, na negligência, nas atitudes egoístas, no desprezo que você tem por Deus e pela sua Palavra … Agora diga-me francamente: você merece a salvação? Só existe uma resposta verdadeira: Não! Você também merece a condenação. O pior dos homens e o melhor deles merecem o inferno, e isto seria a justiça de Deus aplicada. A única razão pela qual os crentes não serão condenados é por que Jesus Cristo os escolheu e morreu por eles. Ele deu a sua vida pela vida das ovelhas. A condenação veio sobre Ele e não sobre as suas preciosas ovelhas. As ovelhas formam a igreja, a noiva, e Jesus a “comprou com o seu próprio sangue” (At 20.28).

Se não fosse a misericórdia de Jesus e a entrega voluntária de sua própria vida pela sua (se você crê nele), você também estaria condenado. Você pode ser alguém que dar muitas esmolas, que ajudas muitas pessoas, que presta serviços para a comunidade, mas, mesmo com tantas obras, você também estaria condenado eternamente. Mas o fato é que se cremos nele, ele morreu por nós, ele pagou o preço por nós, as suas ovelhas.

 Jesus Cristo também nos garante segurança eterna. Você realmente crê em Jesus Cristo? Jesus é realmente Senhor de sua toda a vida? Você o obedece? Você realmente o ama? Se a sua resposta for afirmativa, então você nunca, jamais, será condenado. A salvação está assegurada e nada poderá mudar isso. Jesus mesmo afirma: “minhas ovelhas… jamais perecerão”. Que maravilha tremenda. Quanta graça e quanta segurança Jesus nos assegura. Podemos descansar Nele, sem medo e sem temor. As ovelhas estão nas Suas mãos. A sua mão é forte e poderosa. A sua mão proporciona segurança e cuidado. A sua mão é confortável e macia. As ovelhas são dele e estão nas mãos dele, o que temerão? Nem satanás, com toda a sua maldade, engano e ódio, pode fazer coisa alguma. Os anjos caídos são impotentes diante da sua mão. Estamos protegidos, guardados por Jesus. Existo um selo real em cada ovelha, que indica que somos propriedade exclusiva de Deus. Nosso selo é o próprio Espírito Santo.

Diante de tão grandioso quadro da misericórdia de Deus, cabe a nós, as ovelhas, adorar o grande Rei Jesus. Quão humilhante e quão gloriosas são estas doutrinas para nós. Jesus nos elegeu para a vida eterna e perdoou os nossos pecados para sempre. Assegurou a nossa salvação eterna e deu um destino imutavelmente certo para cada um de nós.

Muitas igrejas odeiam estas graciosas doutrinas e já a muito as abandonaram, preferindo colocar a coroa na cabeça do próprio homem e entregar-lhe o cetro real. Negam a eleição, a predestinação, a segurança eterna, a depravação total do homem, o chamado eficaz do Cristo às ovelhas e tantas outras preciosas doutrinas que revelam o glorioso Deus Todo-Poderoso. Mas negar estas doutrinas é um grande engano. Abandona-las significa defraudar a Deus. Se hoje você é um cristão, é porque o Senhor te chamou poderosamente, irresistivelmente e te deu a fé para crer em Jesus. “Não fostes vós que me escolhestes a mim, pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros.” (Jo 15.16). Ele também diz que “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mt 22.14). E no último dia “ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.” (Mt 24.31) e depois ele vai separa os bodes das ovelhas. As ovelhas estarão do seu lado direito e receberão a coroa que ele comprou derramando o seu próprio sangue. Então as portas da mansão celestial serão abertas, e Jesus dirá as ovelhas: “entrai na posse do Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25.34). As ovelhas entrarão no seu descanso com o seu Senhor.

Embora o falso evangelho seja largamente ensinado hoje, em muitas de nossas igrejas, temos a confiança que as ovelhas do Senhor não darão ouvidos a ele. Seguirão apenas a Jesus, nunca ao estranho. Nós, Batistas, temos ao longo da história defendido tais doutrinas, ainda que em muitos países e em muitos períodos da história, ela quase fossem totalmente esquecida. As doutrinas da graça sempre permearam nossos arraiais, e quando estávamos fincados nesta base sólida doutrinária, éramos fortes. Os batistas sempre creram em um Deus Todo-Poderoso, Soberano; o Deus da divina eleição, da escolha Soberana, da graça maravilhosa. Tivemos sempre grandes pregadores que anunciaram estas verdades dos púlpitos batistas, no Brasil e fora do Brasil, ininterruptamente.

Nunca desanime em sua fé, nunca permita que alguém difame a verdade do evangelho. Esta é a fé que foi entregue aos santos, a fé evangélica, a fé das ovelhas de Cristo. Que Deus nos abençoe.

Pr. Marcus Paixão

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