08/01/2012

Deus entregou os Dez Mandamentos a Moisés em duas Tábuas de pedra, no monte Sinai. A primeira tábua apresenta os primeiros quatro mandamentos, que ensinam o homem a voltar-se para Deus, amá-lo e adorá-lo unicamente e de modo correto. Trata-se da principal tábua, ou da classe de mandamentos mais importantes, pois se referem diretamente a Deus. A segunda tábua de pedra traz seis mandamentos que nos ensinam como devemos viver em relação ao nosso próximo. Especificamente a Segunda tábua nos ensina a respeitar e amar o nosso semelhante como amamos a nós mesmos.

Jesus ensina a importância da observação desses mandamentos para a vida eterna quando ensina a parábola do Bom Samaritano (Lucas 10.25-37) a um doutor da lei: “Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” foi a pergunta daquele homem a Cristo. A resposta veio a um chamado à obediência de toda a lei, ou de todos os 10 mandamentos, como uma confirmação de que um homem está seguro. Jesus NÃO ENSINA que a salvação é dada por meio da obediência da lei, o que reduziria a salvação ao mérito humano de realizar boas obras. Antes, ele mostra o que um homem salvo pela graça almeja em seu íntimo: a completa obediência a lei de Deus.

A segunda tábua de pedra, que pode ser resumida em “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lucas 10.27b), não ensina a salvação pelas obras de amor e caridade ao próximo. Ela apresenta o modelo de vida que um homem que ama e teme a Deus deve viver. Porém, amar ao próximo faz parte do caminho de obediência ao Deus que salva pecadores. Se negligenciarmos as boas obras, o amor, que deve ser demonstrado de várias formas ao nosso semelhante, estamos demonstrando nossa clara desobediência à lei do Senhor e nosso distanciamento dele.

Jesus demonstrou àquele homem que amar a Deus e amar ao próximo são evidências de que alguém está no caminho da salvação. “Mas, quem é o meu próximo?” Jesus responde à pergunta do homem apresentando-lhe a parábola do Bom Samaritano. A parábola não ensina o que devemos fazer para obter a salvação, mas, sim, quem é o nosso próximo. A resposta é: qualquer outro ser humano.

Bem, como já aprendemos que a salvação não se consegue por meio da obediência à lei de Deus, mas pela graça soberana Dele, cabe agora obedecermos a sua santa lei com demonstração de nossa obediência à Ele, com a maior prudência possível, em tudo nos conformando com a lei (moldando nosso ser à lei de Deus). Em relação ao nosso próximo, a segunda tábua, através de suas ordenanças, nos ensina o que temos que fazer.

Quanto ao “amor ao próximo”, lembrem-se: amar não é simplesmente uma declaração verbal, é muito mais que isso. O verdadeiro cumprimento de amar ao próximo move-nos em completo auxílio ao nosso semelhante, e isso vai nos custar mais do que simples declarações. Amar significa repartir bens, doar bens até mesmo aos desconhecidos, até mesmo aos nossos inimigos, como vimos na parábola o Samaritano ajudando um judeu desconhecido (judeus e samaritanos eram inimigos mortais). Amar é ter a atitude de Cristo, que se compadecia ao ver o clamor das pessoas, chegando mesmo a chorar por elas. Amar é dar-se pelo outro. Amar é obedecer a Deus.

Pr. Marcus Paixão


Meditações sobre a Lei – Parte I

21/12/2011

Hoje vamos pensar um pouco sobre a Lei de Deus. Compreender a divina legislação e amá-la não é uma opção, antes, é requerido de cada pecador salvo pela graça de Deus. A observância da Lei não salva, que isso fique claro antes de tudo. A salvação é o DOM GRATUITO de Deus concedido a todos os seus eleitos.

Mas, como devemos nos comportar diante da santa lei de Deus? e, se não somos salvos por observá-la, qual a necessidade de a obedecermos? Apenas essas duas questões serão suficientes hoje:

Como devemos nos comportar diante da Lei de Deus?

(1) Primeiramente, nosso comportamento diante da Lei de Deus não deve ser outro, se não de plena submissão à ela. A Lei não está para ser questionada; pois ela procede do perfeito Deus.

(2) Segundo, não devemos apenas zelar em cumpri-la, mas, sobretudo, em amá-la em nossos corações. Isso significa que você vai obedecer à Lei porque concorda com ela, aprova-a. É impressionante como muitos supostos cristãos obedecem apenas porque ela exige algo, nos diz o que temos de fazer. Mas em seus corações eles julgam ter uma solução muito melhor do que aquela da Lei: “Mas, se a lei diz que é assim, obedeçamos…” A não conformação com a Lei é pecado e sugere o não cumprimento da lei no seu interior. Você pode até não cometer um pecado de assassinato (físico), mas no momento em que você odeia seu próximo, você o mata, assim diz a lei de Deus. De um modo mais claro: Para que você não cometa assassinato, você não deve simplesmente evitar os crimes físicos, mas todo e qualquer dano, seja ele verbal ou apenas no seu pensamento ao seu próximo. Se você não concorda com isso e ofende pessoas com palavrões e alimenta dentro de si sentimentos de ódio, você quebrou a Lei de Deus, primeiro por discordar dela (literalmente transgredindo a Lei); segundo por descumpri-la espiritualmente (não conformar-se à ela)).

Nos esforcemos ao máximo, sempre auxiliados pela graça de Deus, em nos comportar apropriadamente diante da santa Lei de nosso Deus. Meditemos, pois, na Lei de Deus de modo humilde, buscando o seu completo entendimento.

No meu próximo post vou tratar de expor a outra pergunta concernente à Lei de Deus: se não somos salvos por observá-la, qual a necessidade de a obedecermos? 

Pr. Marcus Paixão


Reforma da Igreja Hoje! Não ao Natal

15/12/2011

A igreja precisa urgentemente de uma reforma. Não esqueçamos o lema “REFORMADA E SEMPRE REFORMANDO”. Isso tem que começar com um retorno pleno à palavra, em completa submissão às sagradas letras. Isso significa o abandono da tradição não bíblica, das remodelações, e muitas outras coisas sorrateiras que tem provocado imundícia. Nesta postagem quero apontar o NATAL, como uma dessas coisas que temos que nos desfazer rapidamente. Expurgar o Natal é parte da Reforma da igreja. Vamos refletir nisso.

Dezembro é o mês que grande parte da cristandade celebra o Natal, ou “a maior festa cristã”, como costumam dizer. Mas, afinal, o que há de cristão no natal?

Vamos pensar sobre o natal e sobre as coisas relacionadas à essa data. Primeiro, Jesus Cristo não nasceu no dia 25 e muito menos no mês de dezembro, como se diz. Antes, os pagãos comemoravam nessa data (25 de dezembro) o dia do Sol Invictus, ou a vitória do sol sobre as trevas. Apesar de muitas pessoas questionarem essa explicação, dizendo que a celebração hoje é para Cristo e não para o sol, isso não passa de um grosseiro engano. A festa natalina está repleta de paganismo e não é prescrita por Jesus, pelos apóstolos, pelos primeiros país da igreja, e pela igreja em geral até o século IV.

O grande fato que os cristãos devem observar é o fato de que não há nas Escrituras nenhuma passagem que nos leve a celebrar o natal, o nascimento de Jesus. Pelo contrário, a Bíblia é unânime em prescrever a celebração da morte de Jesus, o que a igreja sempre observou até hoje. O Natal é algo, relativamente novo, que surgiu como uma prática da igreja cerce de 300 anos depois que Jesus já havia morrido, e isso devido à aceitação do cristianismo como religião oficial do Império Romano. Os pagãos criaram o natal e o cristianizaram para não deixarem de celebrar suas práticas imundas. Daí em diante o natal passou a ser aceito pelas várias igrejas ao longo do Império e fora dele, posteriormente.

Nós, cristãos, temos uma regra de fé e prática, um livro autorizado por Deus para o nosso ensino e crescimento na fé: A Bíblia, e ela não ensina a celebrar o natal. Então, por que os cristãos celebram o natal? (1) Porque estão acostumados a fazer isso desde de seus antepassados; (2) Porque gostam da festa e do clima que se cria em torno dela. Os japoneses, cuja religião é o xintoísmo, celebram o natal. Eles enfeitam as casas e as ruas e as lojas vendem como nunca. Quando questionados, eles simplesmente respondem que adoram o clima, a decoração, e os presentes, mas não se importam nem um pouco com Jesus Cristo.

As pessoas nos vêem como rudes a rabugentas por não nos juntarmos aos que celebram o natal. Celebrar o natal é nada mais nada menos do que se juntar a um grupo que celebra uma festa sem nenhuma base bíblica. Precisamos voltar às escrituras, um retorno ao ensino da Bíblia, mesmo que isso custe sacrificarmos muita coisa. Como disseram Pedro e João: “importa obedecer a Deus, do que aos homens.”

Pr. Marcus Paixão


O Inferno existe mesmo?

15/12/2011

Você acredita no inferno, o qual Jesus repetidas vezes fez referencia nas Escrituras? Se você acredita, saiba que faz parte de uma minoria de pessoas. Aqueles que se dizem ateus, não acreditam em Deus, muito menos no Diabo ou no inferno. Porém, o terrível problema é que existe uma geração de crentes que nega a existência do inferno. São membros de igrejas, frequentam os cultos regularmente, ouvem sermões, mas, pasmem, negam a existência de qualquer punição eterna.

Acreditam que o inferno foi uma invenção da Igreja Católica Romana, no período medieval, para atemorizar os fiéis e colocá-los sob o julgo da igreja. A idéia de que o inferno não existe tem servido como combustível para práticas dissolutas de muitos homens. O pensamento é esse: “Ora, se não existe um inferno, um lugar de punição e tormento eterno, então, porque deveria eu deixar de aproveitar a vida ao máximo?”. Outros dizem: “Vamos aproveitar a vida ao máximo, afinal, vida, só temos uma; morreu, acabou!”. Quanta ignorância existem nessas palavras.

Jesus nos alertou muito sobre a justiça de Deus e sua retribuição aos pecadores inconversos e os tormentos eternos: “para o FOGO ETERNO”, dirá Jesus aos descrentes e a todos que não acreditaram na realidade do inferno e viveram sem temor de Deus. Pense nisso: Jesus fez mais referencias ao inferno do que ao céu.

Em A República, interessante é o diálogo entre Sócrates e o velho Céfalo. Este último, já velho, diz a Sócrates:

“Tu bem sabes, Sócrates, que depois que uma pessoa se aproxima daquela fase em que pensa que vai morrer, lhe acometem o temor e a preocupação por questões que antes não lhe vinham à mente. Com efeito, as histórias que se contavam relativamente ao Hades, de que se tem de expiar lá as injustiças aqui cometidas, histórias essas de que até então zombava, abalam agora a sua alma, com receio de que sejam verdadeiras”. A República

 Até mesmo os pagãos de antigamente temiam as histórias relativas ao Hades, ou Inferno (para os cristãos). Acredite, o inferno existe e foi preparado exatamente para punir os descrentes, aqueles que zombam da Palavra de Deus.

Pr. Marcus Paixão


Olhos abertos para a alegria: uma reflexão

15/12/2011

A alegria da salvação é profunda e totalmente única. Aqueles que foram alcançados pela graça do Senhor experimentam o que a Bíblia chama de novidade de vida. A grande alegria da salvação não é estranha, mas é perfeitamente concebível, pois deixar um estado de vida lastimável e optar por uma vida plena em Deus é algo sem preço.

O homem sem Deus vivia preso nas cadeias do pecado e concebia a alegria naquilo que lhe fazia mal ao corpo e à alma. A grande alegria do pecador apresentava-se quando ele estava praticando o pecado, deliciando-se nos desejos da carne e dos pensamentos. Porém, ao ter os olhos abertos, ele contempla a Cristo e sua glória; ele pode ver a verdade do Senhor e de sua Palavra.

Ter os olhos abertos leva-o e ver o pecado que ele praticava e a loucura em que ele estava envolvido. Ele passa a entristecer-se com o pecado, que, antes causava sua maior alegria. Seus valores mudaram porque ele agora pode ver. Ele se alegra em Deus e sua glória.

Pense nisso: alegrar-se em Deus e sua glória. Esse é o alvo de nossas vidas: Deus e sua glória. Deus é a nossa alegria sempre!

Pr. Marcus Paixão


Chamada ao arrependimento

15/12/2011

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos”.

Isso é necessário para que o homem esteja com Deus eternamente. Eis o texto e o tema da Conferencia Batista de 2011.


Uma palavra se faz necessária aos amados irmãos. Oração e Trabalho! Exatamente como disse o reformador João Calvino. Temos que, no tempo que nos resta:

 (1) orar para que o Senhor Deus, pela sua exclusiva graça, desvende os olhos dos pecadores, convença-os dos seus pecados pelo poder do implacável Espírito Santo; Que seus olhos voltem-se para a única esperança: Jesus Cristo. Além do mais;

(2) é necessário trabalho, não para que o pecador se arrependa pelo trabalho que realizamos, mas para que cumpramos com a responsabilidade que nos cabe: chamá-los ao arrependimento por meio da fiel pregação do evangelho, e assim, pela graça, vê-los ajoelhados aos pés de Jesus Cristo, arrependidos de seus pecados e com a fé depositada completamente Nele.

Pr. Marcus Paixão


O que podemos conhecer de Deus?

15/12/2011

Todos os verdadeiros cristãos desejam conhecer a Deus, e o fazem estudando diligentemente a sua Palavra. Conhecer a Deus é fundamental para o nosso refrigério e amadurecimento na fé. Porém, é impossível conhecermos a Deus em sua plenitude. Só conhecemos “um pouquinho” a cerca de Deus.

  A Confissão Batista de 1644, abordando essa questão, foi enfática sobre o conhecimento de pode-se ter sobre Deus. O texto diz:

“cuja natureza não pode ser compreendida por ninguém senão por ele mesmo”. CFB 1689.

Vamos entender essa colocação. Deus é infinitamente elevado e está acima de qualquer raciocínio. Em certo sentido, Deus é incompreensível, pois que mente pode compreendê-lo em sua plenitude? Nem mesmo a soma de toda intelectualidade existente em todo o universo poderia ser capaz de compreendê-lo em sua totalidade. Um tilhão de Einsteins seriam tão irrizórios para desvendar a natureza divina, quanto um átomo em relação à imensidão do cosmos.  E mesmo se toda a intelectualidade filosófica dos gregos clássicos fosse  multiplicada por qualquer número, seria insignificante e jamais poderia alcançar o pleno conhecimento do Deus que sabe todas as coisas e é infinitamente sábio.

                A confissão batista usa o termo natureza para trazer à tona a idéia de essência. O que é a essência de Deus? O que constitui a sua essência? Além da idéia de que os atributos de Deus constituem sua natureza (essência), não há como avançar além desse ponto. Obviamente que essas perguntas não podem ser respondidas por nenhum homem, anjo, ou qualquer outra criatura. A essência humana, em contraste, é formada pela matéria (carne, ossos, sangue, e tudo mais que forma nossa constituição física), e pelo espírito, que é imaterial. Quanto a Deus, dependemos unicamente da afirmação de Jesus: “Deus é Espírito” (Jo 4.24). Mas não um espírito de natureza igual à do espírito humano. Só há um que pode compreender plenamente a Deus: Ele mesmo. Como disse Spurgeon:

“mesmo os espíritos perfeitos, que tem permanecido ante o seu trono adorando-O perpetuamente, não o conhecem plenamente. É tão glorioso, que só o Deus infinito possui o perfeito conhecimento dEle.”

Charles Spurgeon

                Quando declaramos que Deus não pode ser conhecido, referimo-nos ao conhecimento pleno. Significa que o finito (homem) não pode jamais conhecer o infinito e eterno (Deus). O infinito não cabe dentro da mente finita. Neste sentido Deus é incompreensível. O que concebemos são idéias do que seja o infinito. Em sua totalidade e complexidade, Deus conhece a si próprio inteiramente e ninguém mais além dele mesmo tem esse conhecimento e essa capacidade. Por outro lado, o conhecimento que temos da natureza de Deus limita-se àquilo que ele revelou em sua Palavra. A declaração da Primeira Confissão Londrina não exclui por completo o conhecimento humano acerca de Deus, apenas limita-o, ensinando que a completa compreensão de Deus é impossível para qualquer criatura. Em outras palavras, a declaração afirma que ninguém pode conhecer a Deus por completo.

Pr. Marcus Paixão


O culto da Criação ao Criador

15/12/2011

O salmo 148 é magnífico! O salmista parecia está extasiado em admiração ao SENHOR. Ele chama toda a criação à adoração ao Criador, pela sua grande obra. Este salmo, quando o contemplamos plenamente, deve nos fazer movimentar o pescoço, hora olhando para cima, hora olhando para baixo. Precisamos acompanhar o movimento do salmista, que mira a criação inteira, e a chama à adoração. A lógica presente neste salmo, onde cada esfera da criação é apresentada por vez, até chegar-se ao seres vivos, é impressionante.

A chamada à adoração tem início nas regiões mais nobres e aqueles que são chamados a adorar-lhe não conhecem o pecado e sua malignidade. São puros e já o contemplam noite e dia. O Primeiro passo é chamar os seres celestes a adoração a Deus:

“Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todas as suas legiões celestes” (Sl 148.2).

Aqui os próprios anjos são chamados a glorificar o SENHOR. Não apenas alguns poucos anjos, ou mesmo a maioria dos anjos, mas TODOS OS SEUS ANJOS. Aqueles que habitam e ministram junto Dele, e que estão nas regiões celestes, precisam dar-lhe a devida honra.

Em seguida a criação inorgânica é convocada a glorificar o Soberano Criador. Aqui o salmista chama à adoração os astros que habitam na imensidão incalculável do cosmos:

“Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as estrelas luzentes. Louvai-o, céus dos céus e as águas que estão acima do firmamento” (Sl 148.3,4).

Sol, lua, e todas as estrelas, bem como as águas que formam a hidrosfera e as chuvas, tudo é chamado a adorar Deus. Por que é exigido que estes adorem a Deus? Porque Deus é aquele que os fez!

No ato seguinte o salmista parece baixar a cabeça e olhar para a terra à sua volta. Então, ele convoca tudo que Deus estabeleceu na terra para adorá-lo:

“Louvai ao SENHOR da terra, monstros marinhos e abismos todos; fogo e saraiva, neve e vapor e ventos procelosos que lhe executam a palavra; montes e todos os outeiros, árvores frutíferas e todos os cedros; feras e gados, répteis e voláteis” (Sl 148.7-10).

Nada escapa de sua obrigação. O mar deve adorar a Deus; Os grandes seres marinhos; até mesmo o fogo, a neve, o vapor e os ventos lhe são devedores de louvor. As montanhas, os campos, as árvores e os animais que habitam sobre a terra, TUDO!

E por fim:

“reis da terra e todos os povos, príncipes e todos os juízes da terra; rapazes e donzelas, velhos e crianças. Louvem o nome do SENHOR” (Sl 148.11-13).

A mais nobre de toda a criação, os seres humanos, não escapam à sua responsabilidade. Toda a criação é convocada solenemente neste salmo a adorar a Deus pelo fato de serem criaturas dele, obra de suas mãos. Não apenas os homens convertidos, mas toda a humanidade. Não somente uns poucos anjos, mas todos eles. Não apenas a nossa Galáxia, mas o próprio universo inteiro deve louvá-lo. Não apenas a terra, mas cada criação estabelecida nela. TUDO DEVE LOUVOR A DEUS! Este deve ser o grande o culto da criação ao seu Criador! A Ele seja dada glória sem fim!

 

Pr. Marcus Paixão


A Sabedoria que vem de Deus

15/12/2011

A velocidade com que as coisas acontecem nos espanta. A tecnologia e os avanços nas ciências tem marcado o século passado e o atual. Recentemente morreu um dos homens que mais revolucionou o mundo da tecnologia, com suas incríveis criações. O mundo inteiro se curvou, reconhecendo ser ele, Steve Jobs, um gênio. Outros surgiram antes dele e da mesma forma foram aclamados: Albert Einstein, Louis Pasteur, Leonardo da Vinci, e o trio grego Platão, Sócrates e Aristóteles. Eles foram homens de uma inteligência e sabedoria indiscutíveis.

Porém, o mais inteligente e sábio de todos os homens que já viveu sobre a terra foi Salomão. Deus lhe disse:

“eis que faço segundo as tuas palavras: dou-te coração sábio e inteligente, de maneira que antes de ti não houve teu igual, nem depois de ti o haverá” (1 Reis 3.12).

Toda a sua inteligência e sabedoria vieram como uma dádiva de Deus. FOI DEUS QUEM O FEZ SÁBIO! Sua sabedoria, ainda em tempos remotos, ultrapassou os mares e foi conhecida em muitos lugares.

Os sábios são sábios de acordo com o tempo em que vivem. Em nosso século 21 Steve Jobs foi um gênio. Na Grécia clássica Platão, Sócrates e Aristóteles. E Salomão o foi em TODOS OS TEMPOS. Veja bem, Deus deu-lhe inteligência e sabedoria sem precedentes. Uma sabedoria superior à sabedoria de todos estes homens citados anteriormente: “dou-te coração sábio e inteligente, de maneira que ANTES DE TI NÃO HOUVE TEU IGUAL, NEM DEPOIS DE TI O HAVERÁ.”

Jamais nasceu ou nascerá um homem tão sábio e inteligente quanto o rei Salomão. Seu conhecimento e inteligência eram extraordinários:

“Deu também Deus a Salomão sabedoria, grandíssimo entendimento e larga inteligência como a areia que está na praia do mar.  Era a sabedoria de Salomão maior do que a de todos os do Oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios. Era mais sábio do que todos os homens, mais sábio do que Etã, ezraíta, e do que Hemã, Calcol e Darda, filhos de Maol; e correu a sua fama por todas as nações em redor. Compôs três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco. Discorreu sobre todas as plantas, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que brota do muro; também falou dos animais e das aves, dos répteis e dos peixes. De todos os povos vinha gente a ouvir a sabedoria de Salomão, e também enviados de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria” (1 Reis 4.29-34 ver também 10.6-9).

É muito importante reconhecermos isso: NINGUÉM É SÁBIO E INTELIGENTE POR SEU PRÓPRIO ESFORÇO E MÉRITO. Deus nos criou com a dádiva do intelecto, e isso é um reflexo da imagem Dele que repousa sobre nós. Porém, quem rege nossa inteligência, fazendo-a avançar em conhecimento, nos dando o aprendizado, o conhecimento, a compreensão, as idéias e tudo que está ligado aos nossos dispositivos cerebrais que nos fazem progredir em conhecimento e sabedoria, é Deus em sua graça. Deus também pode cerrar nosso conhecimento, e retirar toda a sabedoria dada. Certa vez Steve Jobs disse: “Daria toda a minha fortuna pra passar uma tarde com Platão.” Eu, porém, gostaria de ter passado um dia, apenas um, aprendendo  com Salomão! Porém, a fonte de toda a Sabedoria é o próprio Deus.

Pr. Marcus Paixão


A eternidade de Deus

03/10/2011

A compreensão da doutrina bíblica do ser de Deus é indispensável para o desenvolvimento de uma cosmovisão totalmente alicerçada na Bíblia.

O Deus único é aquele “cuja existência reside em si mesmo”. Sua existência é eterna e não é derivada de coisa alguma, ou causada por alguém ou alguma coisa. Ele tem existência própria e independe de qualquer coisa ou ser para existir. A sua eterna auto-existência é próprio de sua natureza divina. Nenhum ser possui este atributo, seja em grau menor ou maior. Tudo que existe é derivado Dele; tem sua origem Nele. Ele é o grande “EU SOU.” Ele é aquele que “antes da fundação do mundo” já exercia sua soberania, isto é, antes da criação passar a existir pela sua ordem, ele já existia e já exercia seu infalível decreto (Ef 1.4). O fato de Deus já existir antes que qualquer coisa existisse implica que a criação não pode ser responsável pela existência de Deus em nenhum aspecto, pois ele é anterior à criação.

A ciência evolutiva, em sua incansável luta para provar suas teorias, como a do Big Bang, por exemplo, não tem respondido satisfatoriamente as perguntas sobre a identidade e origem daquilo que explodiu. Obviamente que é inevitável um recuo infinito no raciocínio, bem como um malabarismo mirabolante de argumentos para se defender a teoria do Big-Bang. Alguns cientistas (e teólogos), cientes da incoerência do argumento, defendem uma idéia da eternidade da matéria. Mas com que base pode-se argumentar assim? Com base nesse raciocínio de pressuposição, pode-se dizer que Deus poderia ter sua existência originada da matéria. Mas, e a origem da matéria? Se se admite que ela seja eterna, porque não se pode igualmente admitir que Deus seja eterno e a matéria derivada Dele?

A Bíblia também expressa claramente sua auto-existência quando afirma: “Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.” (Jo 5.26). Também quando se lê, no relato da criação, que “no princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). Fala-se do princípio da existência do universo e não no princípio da existência de Deus.

Pr. Marcus Paixão


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